O Flamengo enfrentou o Vélez Sarsfield, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores, com a dupla de ataque formada por Pedro e Gabigol, mas não conseguiu sair do 0 a 0, em jogo com atuação discreta dos dois jogadores que costumam ser decisivos no time de Rogério Ceni, o primeiro vindo do banco de reservas e o outro quebrando recordes com a camisa 9 rubro-negra.
No podcast Posse de Bola #129, Mauro Cezar Pereira afirma que o desempenho abaixo do esperado no jogo contra a equipe argentina é mais uma amostra de que a dupla não vai funcionar automaticamente e a adaptação não é tão simples como muitos torcedores imaginam quando cobram que o técnico utilize os dois juntos.
"Sobre a dupla de ataque, mais uma vez, 'o técnico tem que escalar Pedro e Gabigol', como se fosse só colocar os dois juntos em campo e tudo fosse funcionar. Nunca foi assim no futebol, as coisas não acontecem dessa maneira. Para você fazer com que aquilo funcione, vai levar tempo, entrosamento, o time muda a forma de jogar, o Bruno Henrique é um jogador que abre mais o jogo pelo lado, o Pedro teve que sair muito da área", diz Mauro Cezar.
"Você não consegue simplesmente colocar os dois em campo para funcionar, não é assim tão simples. Você acha que os jogadores não querem que funcione? O Pedro não quer se entender com o Gabigol e o Gabigol não quer se entender com o Pedro? Não, os caras querem se entender, mas não é tão simples, não acontece no modo automático e ontem foi bem fraco o desempenho da dupla de atacantes", completa.
O jornalista afirma que uma dificuldade para esta escalação é a mudança de posicionamento e funções de outros jogadores na partida, pela diferença da forma como o time joga com Bruno Henrique de titular. "O time passa a jogar em um 4-4-2 muitas vezes, o Arrascaeta volta mais para buscar o jogo, tem que preencher mais o lado esquerdo, há uma mudança grande para que essa formação seja colocada em campo", conclui.
Flamengo,Pedro, Gabigol
Comentários do Facebook -