11/12/2012 09:02

Paulo Pelaipe: ‘O que marca é colocar faixa no peito do torcedor’

Do ‘resgate’ de Renato Gaúcho ao nascimento da Arena gremista: conheça a trajetória do novo diretor executivo de futebol do Flamengo

Paulo Pelaipe, de 61 anos, chega ao Flamengo nesta terça-feira para comandar o futebol do clube pelas próximas duas temporadas. A equipe do presidente eleito, Eduardo Bandeira de Mello, classifica o diretor executivo como um dos três maiores nomes da gestão profissional do futebol do Brasil na atualidade. Pelaipe trata o desafio como o auge da carreira, marcada por quase três décadas de trabalho no Grêmio. Uma trajetória iniciada na gestão do futebol de salão do clube, no fim da década de 70, e nas categorias de base.

- Esse convite do Flamengo foi o maior presente que eu recebi. Tenho uma gratidão enorme por esse reconhecimento. Chego revigorado, renovado – disse.

Pelaipe presenciou e participou diretamente do nascimento do maior ídolo gremista. Oito meses depois de chegar ao clube, integrou a comitiva tricolor que foi a Bento Gonçalves na calada da noite para contratar Renato Portaluppi, o Renato Gaúcho. A promessa do Esportivo interessava ao Internacional, daí a urgência na viagem para a serra gaúcha.

- Considero um dos episódios mais marcantes da minha carreira no Grêmio, pois foi o início da minha trajetória, estava há oito meses no clube. Fui convidado para ir a Bento Gonçalves buscar o Renato, chegamos lá umas 22h. O pessoal do Grêmio tinha pressa porque sabia que o Internacional também queria o Renato. E em 1983 ele foi protagonista no título mundial do Grêmio (fez os dois gols da vitória sobre o Hamburgo, em Tóquio) e tornou-se o maior ídolo do clube.

Antes de ser executivo, Paulo Pelaipe foi dirigente não remunerado do Grêmio. Atuou como diretor de futebol quando o clube precisou se reestruturar para retornar à Série A. Em 2005, foi campeão da Série B com um elenco montado, em grande parte, por ele. Foi pessoalmente a Caxias do Sul contratar Mano Menezes, então técnico do Caxias - com quem voltaria a trabalhar no Corinthians, no qual atuou como consultor em 2009. A volta do Tricolor Gaúcho à Primeira Divisão é apontada pelo dirigente como um dos momentos mais emblemáticos na passagem pelo Olímpico.

- Foi o maior desafio. O Grêmio tinha meia dúzia de jogadores, enfrentava uma dificuldade enorme de montar o time. Foi todo aquele drama e havia um temor muito grande, pois não sabíamos se o clube teria condições de montar um time se não subisse naquele ano.

Continuou no clube, como dirigente político, até 2008. Da Série B, ajudou a colocar o Grêmio em uma final de Libertadores, em 2007. Foi bicampeão gaúcho - 2006 e 2007. Voltou ao clube em agosto de 2011, desta vez como executivo. Assim, retomou a parceria com Paulo Odone, que também presidia o clube em sua passagem anterior. Com a derrota de Odone para Fábio Koff na última eleição, Pelaipe não seguiria no clube. Despediu-se há pouco com a equipe classificada para a Libertadores da América e com a Arena inaugurada.

- Você pode ser um grande dirigente, mas o que marca são os títulos, o que marca é colocar faixa no peito do torcedor.


Teia de contatos, perfil centralizador e pulso firme

Pelaipe foi responsável por contratações marcantes nas duas passagens pelo Grêmio, como Victor, Réver, Diego Souza, Gilberto Silva, Elano, Zé Roberto. No Grêmio, sempre foi centralizador. As negociações passam necessariamente por ele. Chegou a trabalhar com Rodrigo Caetano, com quem teria se desentendido - o que explicaria a saída de Caetano para o Vasco - atualmente diretor do Fluminense.

- Tenho uma relação muito boa com muitos empresários, mas não sou preso a nenhum empresário. Sempre antes de contratar converso com o treinador. Não adianta contratar por contratar. Não se pode contratar jogador comum, nós vamos procurar contratar titulares para o Flamengo. O clube tem que se abastecer na base. Muitas equipes vencedoras surgem da mescla de experientes e jovens.

Uma das marcas do dirigente é o trabalho de vestiário. Pelaipe é querido pelos atletas, mas tem pulso firme. Jogador desinteressado tende a se dar mal com ele. Teve problemas com atletas como Miralles e Douglas, que deixaram o Grêmio.

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