28/1/2022 08:59

Filho de Bruno Henrique? Mãe aperta André após vitória do Flamengo e fala de memes

Filho de Bruno Henrique? Mãe aperta André após vitória do Flamengo e fala de memes

Passadas largas, porte físico esguio, pernas longas e alta velocidade fizeram de André, em forma de meme, "filho" de Bruno Henrique. Mas o atacante de 19 anos sabe que ainda está em outro patamar. É preciso comer muito feijão com arroz, dar assistências e fazer muitos gols para trilhar o caminho do histórico camisa 27 do Flamengo. Apoio, porém, não lhe falta.



Já às 0h15 de quinta-feira, menos de uma hora depois de o filho ter grande atuação nos 2 a 1 sobre a Portuguesa, Dona Simone Inácio não se intimidou com os 1,85m do camisa 47 - 1 centímetro a mais do que BH - ao vê-lo deixar a social da Portuguesa. Correu para cima do garoto e o apertou forte, abraço que gerou a reação imediata.


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- Calma, mãe, vai dar cãibra (risos)!
Depois de erguê-lo por longos segundos e enfim colocá-lo no chão, Simone, expressando todo o orgulho no olhar, exclamou:

- Tá de parabéns, André, arrebentou. Espetáculo!

Depois do colinho de mamãe, Simone conversou com o ge já às 0h36. Riu das comparações, bateu o pé que André não é filho de Bruno Henrique, porém tratou o camisa 27 como inspiração.

- Isso aí é brincadeira, meu filho sempre se espelhou no Bruno Henrique, que é um excelente jogador. Tomara que meu filho siga a carreira do Bruno Henrique e continue arrebentando, dando só alegria para nós. Que faça muitos gols e dando só alegria para mim, para a família e para a torcida do Flamengo. Gratificante o carinho da torcida. Para a mãe é muito gratificante. Eu não sei nem expressar o amor. A torcida é uma coisa maravilhosa. Vendo aquela torcida gritar o nome do meu filho é uma emoção tremenda.



Repare no vídeo que abre a matéria. Nilson Júnior, irmão de André, brinca com a mãe após ela deitar no ombro do jogador: "Calma, mãe, não vai desmaiar, não". Mais tranquila, Simone contou como estava o coração.

- Quase saindo para fora vendo meu filho jogar. É um sonho dele desde criança, e para mim é muito gratificante. Agradeço muito a Deus por essa oportunidade que ele está tendo - completou.

"Nosso sonho não vai terminar"
Simone falou do desejo compartilhado com o filho de um futuro feliz no futebol. O torcedor que curtiu Claudinho e Buchecha nos anos 90 certamente não passa despercebido pelo hit "Nosso Sonho", onde a dupla elenca o nome de várias comunidades do Rio de Janeiro. Há o trecho "Marechal, Urucânia, Irajá...".

Pois André veio do Conjunto Urucânia, em Santa Cruz, bairro localizado na Zona Oeste do Rio. Lá, foi descoberto por Ediel Ferreira, um policial militar reformado que toca um projeto social baseado em futebol na região. Apaixonado por bola, o garoto não perdia uma oportunidade de acompanhar Ediel nos treinamentos.

- Andrezinho conviveu na minha casa, cresceu com meus filhos, a gente morava na mesma rua. Depois que me envolvi com futebol, Andrezinho começou comigo com 8, 9 anos de idade. Eu tinha um projeto social, a gente disputou vários campeonatos de várzea, e ele sempre dizia: "Eu quero jogar futebol, eu quero jogar futebol". Ele e meus filhos jogavam videogame e muito futebol.

- Dali de casa, eu falava: "Andrezinho, vou para o treino". E ele: "Vou também, vou treinar com o senhor". Sempre foi fominha, largava tudo para jogar bola. Nosso campo é de terra batida, nunca teve grama, mas foi ali que ele começou - contou Ediel, confirmando a inspiração em BH:

- Se inspira muito no Bruno Henrique. O biotipo é um pouco parecido, mas ele é canhoto. É velocista, driblador e tem visão ampla de gol. Acho que o Bruno Henrique é o ídolo dele, cara.



André jogava em dois times do bairro, o Peñarol, de Ediel, e o Nacional. Após tanto destaque na região, surgiu uma oportunidade no sub-15 do Madureira, mas seis meses depois acabou dispensado. Voltou para a várzea e ao time de Ediel até que apareceu o América.

O sucesso foi imediato, e André começou a brilhar na categoria sub-17 do América. Mas, em paralelo aos gols, tinha que driblar as dificuldades para poder treinar em Mesquita, que fica a 40 quilômetros de Santa Cruz. Às vezes lhe faltava dinheiro para condução, e Simone, auxiliar de limpeza em uma creche e mãe de cinco filhos, sugeriu ao filho o fim do sonho e a aposta numa carreira que lhe desse maior estabilidade. Até tentou tirá-lo do América, aí Joni Brian, filho de Ediel e amigo próximo do atacante rubro-negro, entrou no circuito.



- Na época do América, ele faltava dinheiro para a passagem, pensou em desistir. A mãe dele o tirou do América porque queria que ele fizesse um curso técnico. A gente teve que ir na casa dela para convencê-la pessoalmente de que o filho dela poderia almejar objetivos maiores no futebol.

- Eu consegui, conversando com ela, tirar essa ideia dela de ele fazer um curso. De eletricista se eu não me engano. Ele treinava no América, e a gente morava em Santa Cruz. Mesquita é longe pra caramba. Então ele não tinha tempo nem de estudar o colégio normal. Como ia fazer um curso se não tinha tempo para estudar? - afirmou Joni.

Joni e Ediel acionaram conhecidos, os empresários Gil Bretas, da Bretas Soccer, e André Soy. Estes conseguiram dar suporte financeiro, material esportivo e investimento em personal para manter o jovem no futebol. O sonho de André seguiu. Ficou no América e brilhou na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2020, às vésperas de completar 18 anos. O sucesso trouxe propostas interessantes, uma delas do Atlético-MG, mas o coração falou mais alto.

Rubro-negro desde o berço, André zoa "vira-casacas"
No encontro com a família e amigos, André tirou onda com os botafoguenses Ediel e Joni. Quando viu o irmão Nilson Júnior rindo da dupla, disparou: "Tá rindo de quê? Você virou casaca também". Nilson torcia para um rival do Flamengo, mas o atacante não. Tem fotos aos montes para provar que é rubro-negro desde garotinho. A festa de



Família, brincadeiras e abraços à parte, no fim do jogo, à FLA TV, André celebrou o resultado e teve a oportunidade de comentar as comparações com BH.

- Bem que podia ser, né (risos)? Um pouquinho, 10% da velocidade dele já está bom.







Ainda em outra prateleira, ou melhor outro patamar, André acelera e larga bem em 2022 para garantir que o sonho dele e da família não vai terminar.

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1455 visitas - Fonte: globoesporte


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