18/1/2013 11:35

Carioca começa com juízes inexperientes e mea-culpa antecipada da Federação por erros

Carioca começa com juízes inexperientes e mea-culpa antecipada da Federação por erros

Em pleno processo de renovação de seus quadros, a comissão de arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Fferj) admite erros no Carioca causados pela inexperiência de seus juízes mesmo antes do início da competição. O presidente da comissão, Jorge Rabello, fez uma espécie de mea-culpa antecipado e pediu paciência com os jovens que apitarão muitas das partidas do Estadual, que começa às 17h deste sábado, com quatro jogos simultâneos.

“As pessoas, a mídia, os dirigentes e os técnicos, assim como têm uma paciência incrível com jogadores jovens, precisam também entender que às vezes está ali um árbitro jovem, que vai errar. Infelizmente, sofremos com essa incompreensão. Quando um jogador mais novo erra, todos entendem. ‘Subiu agora dos juniores, é novo, vai aprender’. O árbitro, todos já querem que seja um Carlos Eugênio Simon, um Marcelo de Lima Henrique, logo no início. E não funciona assim. Assim como um técnico precisa botar um jogador em campo para saber seu potencial, nós temos que escalar o árbitro. Infelizmente, uns irão seguir e outros não, assim como acontece no futebol”, disse Rabello.

A renovação do setor não é uma novidade no Rio de Janeiro. O processo já vem sendo tocado desde 2008, quando Rabello assumiu o controle da comissão de arbitragem. Em cinco anos, a média de idade do quadro nacional da entidade caiu de 41,2 - bem próxima ao limite de 45 - para 32 anos, a menor do país. O número causa preocupação, pois até mesmo o juiz da decisão de 2012 e atual referência para os mais jovens, Marcelo de Lima Henrique, de 41 anos, já esteve envolvido em polêmicas em outras edições do Estadual.

Foi ele que se negou a entregar a bola da final do Estadual de 2012 a Rafael Moura. O atacante, que ajudou o Fluminense a derrubar o Botafogo na final, queria ficar com o objeto. No entanto, Lima Henrique não permitiu. Dias depois, tentou amenizar o clima ruim com uma visita às Laranjeiras para entregar outra bola ao He-Man. Polêmicas à parte, a redução na média de idade é uma determinação da Fifa, que tenta priorizar juízes mais jovens para suas competições. Abaixo hierarquicamente, a federação carioca diz discordar, mas busca se ajustar à necessidade.

“Hoje, infelizmente, a Fifa tem valorizado somente a idade. Se eles tiverem um árbitro muito bom de 30 e outro de 39, vão escalar o de 30. Podemos achar errado, mas não tem jeito. A Fifa e a CBF são meus clientes e temos que fornecer a mão de obra que eles querem”, explicou Jorge.

Recentemente, o chefe do departamento de arbitragem da entidade máxima do futebol, Massimo Busacca, adiantou em entrevista que a idade máxima para árbitros em Copas do Mundo, antes de 45 anos, será reduzida para 42 na Rússia (2018) e no Catar (2022). Posteriormente, cairá para 40. A nova diretriz não agrada Jorge Rabello, que busca encontrar maneiras de passar a rodagem dos árbitros mais velhos aos mais inexperientes.

Para isso, a Federação iniciou até mesmo um estudo sobre o cognitivo dos juízes para redistribuir o conhecimento dos mais velhos e consagrados, como Marcelo de Lima Henrique. Outro objetivo é saber como a bagagem de cada um influi em suas decisões em campo.

“A questão da renovação não é baseada no achismo, nem é pessoal. É baseada no mercado. Isso começa de cima para baixo. Se perguntarem minha opinião, eu acho um pouco de incoerência você priorizar um mais jovem, se a parte física for igual. Você não pode descartar a bagagem que o árbitro adquire com o tempo. Com esse estudo que estamos fazendo, queremos provar que não podemos jogar essa experiência no lixo”, afirmou.

Também para reduzir o número de erros causados por inexperiência, a comissão comandou pelo terceiro ano consecutivo um período de trabalhos no CT da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em Saquarema, no início de janeiro. Em cinco dias de atividades em três turnos, foram desenvolvidas as áreas técnica, física e psicológica dos árbitros e assistentes cariocas.

2892 visitas - Fonte: UOL


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