O favoritismo do Flamengo diante do Athletico é algo admitido até pelo mais fanático torcedor do Furacão desde que a decisão foi definida. Receitas tão diferentes refletem equipes muito díspares tecnicamente. O que dizer 50 dias depois? Os paranaenses tiveram uma queda brusca de desempenho e só venceram dois dos últimos nove jogos.
Obviamente que tudo isso será deixado em segundo plano em nome de uma mobilização para 90 minutos específicos. O Athletico pode vencer a Libertadores pela primeira vez em sua história, mas é impossível fechar os olhos para os problemas mais recentes apresentados pelo time.
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O principal deles está na parte defensiva, justamente o principal trunfo para buscar se impor diante do Flamengo.
Luiz Felipe Scolari, ao contrário do que muitos imaginavam, não escalou times reservas com frequência durante o intervalo entre as semifinais e a final da Libertadores. Fez isso apenas nesta terça, contra o Palmeiras. Em oito jogos com o time titular, foram 12 gols sofridos, metade das bolas que entraram em sua meta nos oito jogos anteriores.
É até difícil saber qual será a equipe titular do rubro-negro paranaense no próximo sábado. O experiente treinador fez testes em posições que pareciam definidas, e a sensação é de que isso acabou não contribuindo com a continuidade necessária para este momento. Certamente a confiança em quebrar o favoritismo carioca já foi mais alta.
Por outro lado, o Flamengo, que andou oscilando desde o dia em que despachou o Vélez Sarsfield, conseguiu chegar num nível de atuação mais próximo do que demonstrou nos meses de agosto e setembro. Tem suas principais peças descansadas em relação a final do ano passado.
O time ganhou a Copa do Brasil no período e venceu seis dos 12 jogos que disputou. Foi derrotado em apenas dois, em um deles entrou com o time basicamente reserva. Ostenta a média de 1,5 gol por jogo neste recorte.
Para completar, não há na temporada, nos duelos contra o Flamengo, um ''norte'' a ser seguido pelo Athletico. Desde que o time carioca se recuperou no ano, foram três confrontos entre eles, com duas vitórias do Mais Querido, e um empate. Um 0x0 que foi um verdadeiro massacre do Flamengo no Maracanã.
Felipão e os atletas do Furacão não conseguiram até o momento encontrar o equilíbrio entre se proteger com eficiência e impedir a criação do adversário deste sábado, e causar danos em contra-ataques. Quando se abriram um pouco mais do que estavam habituados, deram espaços, e foram eliminados da Copa do Brasil dentro de casa.
Achar uma solução para superar o cenário é um dos maiores desafios da longeva carreira de Felipão. Ele já venceu alguns bem espinhosos, mas a ladeira desta vez é muito íngreme, principalmente pela quebra do encanto inicial de seu trabalho.
Distância, rubro-negros, cresceu, final, Guayaquil
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