Vitor Pereira lamenta em jogo do Flamengo; cena tem sido recorrente aqui no Brasil
Imagem: MAGA JR/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
Derrotado tanto na Supercopa do Brasil quanto na Recopa Sul-Americana, Vítor Pereira vive no país pentacampeão mundial um dos piores momentos da sua carreira de treinador.
Somando os desempenhos à frente de Corinthians (time que dirigiu no ano passado) e Flamengo (onde está desde o começo de 2023), o técnico português tem na passagem pelo futebol brasileiro seu aproveitamento mais baixo trabalhando na primeira divisão.
VP dirigiu a equipe paulista em 63 oportunidades e conquistou 29 vitórias. Com o time rubro-negro, são sete resultados positivos em 13 partidas. No total, ele obteve 53,6% dos pontos que disputou.
Em nenhum dos outros quatro países em que teve a oportunidade de dirigir algum time de "Série A", o treinador português teve resultados tão pobres assim.
Em Portugal, o agora comandante flamenguista superou a barreira dos 75% de aproveitamento com o Porto e o levou a quatro títulos (dois campeonatos nacionais e duas Supercopas) — dirigiu ainda Sanjoanense, Espinho e Santa Clara, mas em divisões menores.
O ex-volante também foi campeão na Grécia (com o Olympiacos) e na China (com o Shanghai SPIG, hoje Shanghai Port). Nesses dois países, faturou pelo menos 66% dos pontos que estavam em disputa.
Mesmo na Arábia Saudita, onde VP não conseguiu nada de muito especial (foi terceiro colocado com o Al-Ahli na temporada 2013/14), o desempenho ainda foi melhor do que tem sido aqui no Brasil.
O único país em que o português construiu um cartel pior do que o que exibe atualmente foi na Alemanha. Mas lá ele não trabalhou na elite, só na segunda divisão. E a passagem pelo 1860 Munique foi um desastre que durou apenas quatro meses e terminou com o rebaixamento para a terceirona.
No Brasil, o português ainda não conseguiu nenhum título. Com o Corinthians, perdeu a final da Copa do Brasil (justamente para o Flamengo, nos pênaltis), foi semifinalista do Campeonato Paulista e caiu nas quartas da Libertadores. Já no Brasileiro, terminou na quarta colocação.
Após uma polêmica transferência para o Rio (deixou seu antigo clube alegando que voltaria a Portugal por causa de questões familiares), a seca continuou. Primeiro, seu Flamengo perdeu por 4 a 3 para o Palmeiras, na Supercopa do Brasil. E, na terça-feira, foi superado nos pênaltis pelo Independiente del Valle, no jogo que valia a taça da Recopa Sul-Americana.
Os resultados ruins nos jogos mais importantes o transformaram em alvo frequente de críticas nas redes sociais e também da imprensa, o que tem aumentado a pressão sobre a diretoria para que comece a pensar em novas alternativas para a comissão técnica.
Apesar do início de trabalho aquém do esperado pelos torcedores rubro-negros, Vítor Pereira ainda tem boas chances de conquistar um título relevante no primeiro semestre.
O Flamengo possui até o momento a melhor campanha do Estadual do Rio. A equipe não perdeu nas nove primeiras rodadas da competição e soma 23 pontos, quatro a mais que o Fluminense, segundo colocado na classificação geral.
Caso vença o clássico contra o Vasco, no domingo, o time dirigido pelo treinador português levantará com uma rodada de antecedência o troféu da Taça Guanabara, que é entregue ao time de desempenho mais alto na fase de pontos corridos do torneio.
Ainda que perca para o rival no fim de semana, o Fla já está assegurado nas semifinais do Carioca. Flu, Vasco e Volta Redonda são por enquanto os donos das outras vagas na etapa decisiva do campeonato.
VÍTOR PEREIRA EM CADA PAÍS*:
Portugal (Porto): 75,4% de aproveitamento
China (Shanghai SIPG): 67,8% de aproveitamento
Turquia (Olympiacos e Fenerbahce): 66,7% de aproveitamento
Arábia Saudita (Al-Ahli): 56,8% de aproveitamento
Brasil (Corinthians e Flamengo): 53,6% de aproveitamento
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