30/11/2013 08:42
Bom Senso diz que só aceita intermediário que tenha aval dos 40 clubes
A briga entre jogadores e diretoria do Náutico por causa de salários atrasados colocou fogo na possiblidade de paralisação do Campeonato Brasileiro pelo Bom Senso F.C., mas o movimento já estava próximo de anunciar essa possibilidade antes do assunto vir a público. A razão é a recusa da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em se posicionar para um diálogo objetivo.
A pedido da entidade, foi criada uma comissão de clubes para intermediar o diálogo com o movimento. O primeiro contato foi feito na última terça-feira pelo presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, com o zagueiro Paulo André, um dos líderes do levante.
O Bom Senso F.C. vê o mandatário do clube paranaense com bons olhos, mas faz uma ressalva: não aceitará mais negociações inócuas e em termos gerais, e só aceitará um intermediário que tenha o aval de todos os 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
A postura mais agressiva e a exigência de uma negociação com possibilidade de resultados imediatos foi motivada pela resposta da CBF às propostas do Bom Senso F.C. para o Fair Play Fiscal e Trabalhista dos clubes. Os integrantes formularam sugestões técnicas, contemplando o problema, e não engoliram a resposta considerada genérica, ressaltando os investimentos da entidade que comanda o futebol brasileiro nas Séries C e D, mas sem abordar diretamente nenhum dos tópicos levantados pelo movimento.
A visão dos atletas é que a CBF tenta se posicionar como intermediário no debate, sem reconhecer que é na verdade o principal interlocutor. Há interesses em comum com os clubes e disposição para o diálogo, mas a expectativa é que a confederação dê o passo à frente para apresentar soluções.
O presidente do Coritiba mostrou otimismo com o primeiro contato e afirmou acreditar que boa parte dos pleitos do movimento pode ser resolvida sem a necessidade de envolvimento da CBF.
"Foi bem recebida a ideia da comissão. 90% das reivindicações competem aos clubes. Atraso de salário, fair play financeiro. Só o calendário que não é com os clubes. Tenho conversado muito com o Paulo André e ele está aberto, o Bom Senso não é uma pessoa jurídica constituída" afirmou.
Vilson de Andrade disse ainda acreditar que os clubes sejam contrários à proposta de calendário elaborada pelos consultores do movimento.
"Existe uma posição clara dos clubes. Defendemos o limite máximo por jogador (acordado com o clube). Porque o outro modelo deles (diminuição das datas) é pior. Porque eu perco receita, com menos competições", disse.
Dentro do Bom Senso F.C., entretanto, a versão é outra. Integrantes afirmam que já foram procurados por alguns dos grandes clubes brasileiros, que manifestaram apoio. São equipes que estão entre as 12 que não compareceram à festa da CBF na última segunda-feira. A ausência, inclusive, teria sido motivada pela postura da entidade diante do movimento. Dos 12 maiores clubes do país, compareceram ao evento representados por seus presidentes apenas Palmeiras e Cruzeiro. Este apoio seria mantido, inclusive, em caso de greve.
Um novo encontro entre a comissão de clubes e o Bom Senso F.C. deve acontecer na próxima semana, em São Paulo. Além do Coritiba, integram a comissão Flamengo, Corinthians, Vitória, Atlético-MG e Fluminense.
850 visitas - Fonte: Uol
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