Quando soube, em 2022, que Washington Rodrigues, o Apolinho, havia descoberto a doença que o debilitou até a morte, minha mais sincera reação foi dizer diretamente a ele, depois ao filho Bruno e a amigos mais próximos, que 'nós, ouvintes dele, não estávamos preparados para perde-lo'. E não era do nada! Ao longo das últimas seis décadas, Washington era para mim (e para muitos da minha geração!) mistura de João Saldanha com Chacrinha. Bem humorado, criativo, jovial e carismático, transformou-se num “show man” nos anos 1970. E a partir de então foi mais do que mero comunicador. Foi o Pelé do rádio esportivo, entregando mais do que a informação. Inteligentemente, o mais vascaíno dos rubro-negros. Espécie de criador e criatura. Um “pau com formiga” para quem ousasse a disputar audiência com ele. Difícil imaginar que, nascido nas quadras do futebol de salão do Vila Isabel, Washington não tenha sido um jogador profissional - e dos bons! Mas, por seu jeito malandro e espirituoso, talvez tenha sido dos primeiros a levar para os microfones do rádio carioca o jeito boleiro de se comunicar com o torcedor - fosse ele geraldino ou arquibaldo. Washington Rodrigues, o Apolinho, o vovô-garoto que passava as férias na Disney, partiu na noite desta quarta-feira, 15 de maio, aos 87 anos. Meu rádio ficará em silêncio por bom tempo, até que sua ausência à mesa seja apenas saudade… *Especial para o ge





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