Flamengo , Libertadores e Maracanã. Clube, competição e estádio que marcaram os últimos anos de Gabigol tiveram, na noite de terça-feira, um contexto diferente. O atacante que virou ídolo com a camisa 9 e pouco usou a 10 reencontrou a torcida com a 99, após ser punido pela direção por usar uniforme do Corinthians. Não houve vaia, não houve aplauso. Gabigol foi discreto. A polêmica com a camisa do Corinthians fez o atacante perder a lendária 10 de Zico e receber multa de 10% do salário. O destino quis que a primeira partida após o episódio fosse longe de casa, uma semana atrás diante do Amazonas. Natural, então, a expectativa para o Maracanã. Ele também foi reserva e ficou os 90 minutos no banco. Leia mais sobre o Flamengo : +Flamengo x Millonarios quebra recorde de público dos brasileiros na Libertadores 2024; veja ranking +Tite pede carinho à torcida e vê Flamengo forte para "decidir dentro ou fora de casa" Não houve vaias. Não houve protestos. Não houve nada contra. Não houve (quase) nada a favor. Protagonista desde que chegou e o rosto da segunda geração mais vitoriosa da história do clube, Gabigol viveu uma noite quase desapercebida depois de 13 dias agitados.
O aquecimento e a entrada para o primeiro tempo Foi no aquecimento o primeiro contato de Gabigol com o Maracanã após o vazamento da foto dele vestindo a camisa do Corinthians. O que poderia ser o primeiro grande momento de manifestação negativa da torcida não aconteceu. Sem vaia ou aplausos, o camisa 99, que costuma ser o último a pisar no campo para iniciar o aquecimento, entrou ao lado de Fabrício Bruno. E, ao lado do zagueiro, Gabigol caminhou do túnel do vestiário ao banco de reservas antes de iniciar a partida. Foi neste momento que o atacante sentiu um pouco de carinho. Os torcedores localizados perto da mureta acenaram, cumprimentaram e inclusive levaram cartazes para o jogador (veja o vídeo no começo da reportagem). Concentração no jogo e na resenha Gabigol ficou sentado no banco entre Lorran e Luiz Araújo. Os primeiros minutos foram marcados por concentração dos jogadores concentrados, mas o gol cedo de Pedro trouxe um ar mais relaxado. Era um olho no jogo e uma olhada para o lado para uma conversa rápida e muitos sorrisos.
Apreensão no segundo gol de Pedro O primeiro gol de Pedro, que consegue tirar a bola do goleiro e sair livre para marcar, arrancou uma reação curiosa e surpresa do companheiro. Foi possível ver Gabigol comentando com os companheiros "que isso, que isso" durante o lance. Mas o segundo gol deixou o camisa 99 apreensivo. Do banco, Gabigol viu Viña roubar a bola no meio-campo e achar Pedro dentro da área. O camisa 9 deu um toque no cantinho. A comemoração foi rápida porque o árbitro anulou o lance. Os reservas sentaram. O VAR revisou. E Gabigol celebrou quando o árbitro sinalizou o gol e foi o único a levantar para aplaudir o terceiro gol do Flamengo . Foi com 3 a 0 no primeiro tempo que Gabigol foi para o vestiário deixando para trás a primeira parte deste reencontro com a torcida no Maracanã. A expectativa ficou para o segundo tempo.
A volta para o segundo tempo Se foi um dos primeiros a sentar no banco no primeiro tempo, Gabigol foi o último a entrar na segunda etapa. Até a aparição do atacante, o ge observou uma apreensão dos torcedores presentes. Será que ele iria entrar no time? Não aconteceu. A ida para o aquecimento perto da torcida Gabigol foi participar do primeiro grupo de aquecimento atrás do gol na metade do segundo tempo. O caminhar do banco de reservas até o local foi com algumas crianças gritando e pedindo a camisa. Cumprimentos discretos do camisa 99 aos torcedores por ali. Vendo o Flamengo atacar do outro lado, o atacante e os companheiros ficaram apreensivos com alguns lances e, enquanto seguiam as ordens do preparador físico, se mantinham atentos a bola rolando.
A cantoria junto com a torcida Gabigol relembrou uma das cenas que ficou marcada no imaginário do torcedor. Quando Flamengo eliminou o Corinthians e se classificou à semifinal da Libertadores em 2022, o atacante foi flagrado, durante o jogo, perto da bandeirinha de escanteio, cantando junto com o Maracanã a música "Vou Festejar", um clássico de Beth Carvalho. Em um tom mais tímido, a música da vez foi uma das que mais embala a arquibancada do Maracanã. Os mais de 64 mil torcedores cantavam, e Gabigol não resistiu: "Acima de tudo Rubro-Negro / Amor maior não tem igual / Eu juro que no pior momento vou te apoiar até o final". Fim da partida no banco Com pouco mais de 30 minutos do segundo tempo, Tite chamou Lorran e Bruno Henrique. Era o fim da esperança de Gabigol entrar na partida. O atacante terminou de assistir ao jogo do banco de reservas. Comemoração com os companheiros A última aparição de Gabigol no Maracanã na noite desta terça-feira foi celebrando a classificação às oitavas de final da Libertadores. O atacante esperou o apito final e caminhou até os companheiros para cumprimentá-los. Ainda não foi desta vez a estreia do novo número de camisa.




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