O Flamengo concluiu a longa travessia da Copa América com saldo positivo, na visão do clube. Foram nove jogos sem seus estrangeiros convocados e 62,9% de aproveitamento após cinco vitórias, dois empates e duas derrotas, com 15 gols marcados e 11 sofridos. O time liderou o Campeonato Brasileiro por seis rodadas no período e, mesmo com a queda de rendimento na reta final, manteve-se no G-4. Internamente, o resultado foi celebrado pela comissão técnica. "Se estivéssemos no início e falássemos: 'Vamos fazer nove jogos sem o potencial técnico total, vamos vencer cinco, empatar duas e perder duas, com essa pontuação...'", valorizou Tite em entrevista coletiva após a derrota para o Fortaleza. Mas quais jogadores aproveitaram melhor a Data Fifa antes dos retornos de Arrascaeta, De la Cruz, Viña, Varela e Pulgar (o chileno voltou no sétimo jogo da travessia rubro-negra)? Veja abaixo:
Gerson, o coringa rubro-negro, virou a grande referência técnica do time no período e reencontrou o seu melhor futebol, mesmo precisando atuar em diferentes posições no meio de campo (o que justifica o seu apelido). Gerson já era o capitão, mas comandou o time em campo e teve grandes atuações, com direito a um gol, duas assistências e 86% de precisão nos passes.
Léo Ortiz, o zagueiro, chegou com status de titular ao Flamengo, mas com a forte concorrência no setor, a oportunidade de sequência surgiu em outra função que fez no início da carreira: volante. Na ausência de Pulgar, ele fez ótimas partidas improvisado na proteção à grande área, deu uma assistência e teve média de dois desarmes por jogo, com 84% de precisão nos passes.
Wesley, o lateral-direito, talvez tenha sido quem melhor aproveitou a lacuna do titular da posição. Antes vaiado, ele passou a ser a única opção no setor e deu conta do recado. Apesar do gol contra marcado na derrota para o Fortaleza, Wesley teve muito mais pontos positivos do que negativos no período, participou de um dos gols na goleada sobre o Atlético-MG e teve média de quase três desarmes por partida.
David Luiz, o experiente zagueiro, de 37 anos, ganhou a condição de titular justamente durante a Copa América. Antes, ele jogou duas partidas na vaga do lesionado Léo Pereira, mas manteve a posição com o retorno do companheiro no período. E foi muito bem, inclusive sendo decisivo com um gol na vitória sobre o Bahia.
Luiz Araújo, o atacante, começou a janela da Copa América na reserva, mas no primeiro jogo saiu do banco e foi decisivo, marcando os dois gols da vitória sobre o Grêmio. Dali em diante, Luiz Araújo engatou uma sequência como titular e virou o garçom do time no período, com quatro assistências e sendo o homem das bolas paradas.




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