Análise: Flamengo precisa reverter favoritismo em clássico contra o Vasco

19/2/2025 11:08

Análise: Flamengo precisa reverter favoritismo em clássico contra o Vasco

Análise: Flamengo precisa reverter favoritismo em clássico contra o Vasco

Ganhar ou perder clássicos é do jogo, por mais que o resultado de partidas entre rivais históricos tenha um peso diferente, sobretudo entre os torcedores envolvidos. O que não é do jogo são discrepâncias: um time amassando o outro, uma goleada ou uma sequência muito grande de invencibilidade. E o que acontece no “Clássico dos Milhões” (alguém ainda chama assim?) entre Flamengo e Vasco. É uma dessas coisas fora da curva, porque o histórico recente mostra que o confronto, no momento, está muito desigual. A vitória do Flamengo sobre o Vasco no sábado (15), pela 10ª rodada do Campeonato Carioca, marcou o oitavo jogo de invencibilidade do rubro-negro no confronto. Até aí, uma estatística dentro do razoável. O problema é que, se pegarmos um recorte maior, o Cruz-maltino conseguiu superar o maior rival apenas duas vezes nos últimos 30 jogos. A última delas foi há 718 dias, quando ganhou por 1 a 0, também em partida válida pelo Estadual. Chama a atenção que, antes de ver o Flamengo se tornar senhor do confronto, era o Vasco que exercia soberania no clássico. Nos anos de 2015 e 2016, as equipes se enfrentaram nove vezes, com sete vitórias vascaínas e dois empates.

Vasco x Flamengo
Vasco x Flamengo

Foi a partir daí que a gangorra começou a inverter, primeiramente de maneira gradual. Nos dez jogos que se seguiram, foram oito empates e duas vitórias rubro-negras — e ambas por 1 a 0, numa demonstração inequívoca de que o confronto era, como devem ser os clássicos, sem um grande favorito. Aí surge aquele ponto de virada que parece marcar a história recente do Flamengo: o ano de 2019. O time bateu o Vasco por 2 a 0 nas duas finais do Campeonato Carioca e passou a exercer o domínio que se mantém até hoje. Ter 2019 como o ano que marca o início desse domínio rubro-negro sobre o rival não é mera obra do acaso, mas, sim, consequência natural.

Vencer no campo demanda, antes de tudo, oferecer condições adequadas fora dele. O Flamengo quase foi parar na Série B em 2013, e foi aí que seus cartolas se deram conta de que era preciso se reestruturar como clube. Passou os cinco anos seguintes pagando contas, reformulando a estrutura de futebol e contratando jogadores que pudesse pagar. Os dirigentes daquele período foram, com o perdão do trocadilho, diligentes. Vasco não tem conseguido parar o Flamengo; no sábado, sucumbiu pelo Carioca (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF) O Vasco, por sua vez, conviveu três vezes com a Série B de 2013 para cá.

E, no último desses casos, com um agravante: a queda vertiginosa de receitas. Até 2016, clubes da Série A que caíam mantinham o direito à verba de TV no ano seguinte. Desde então, não fizeram jus nem mesmo à premiação da CBF e precisaram se adequar a valores muito menores. Mas três quedas num período de menos de uma década não foram capazes de fazer seus cartolas irem à raiz do problema. Entra dirigente, sai dirigente, e a preocupação no Vasco é sempre com o amanhã, nunca com o ano que vem. Tudo é apressado. O clube se transformou numa SAF em setembro de 2022 e, passados dois anos e meio, não tem nada que o torcedor possa olhar e dizer “isso só foi possível por causa do investidor”. Para não dizer nada, talvez as contratações que mais inflamaram a torcida: Payet e Coutinho, mas cujas lesões parecem ser mais frequentes do que uma sequência de boas atuações.

Eurico Miranda
Eurico Miranda

O resultado disso tudo é que, quando Vasco e Flamengo se encontram para um dos clássicos mais tradicionais do País, a comparação entre jogadores posição por posição ficou completamente desproporcional. E o resultado fica escancarado nas estatísticas. Já de entrada peço desculpas pela redundância do título, mas o óbvio, às vezes, precisa ser dito. Mesmo sendo ele ululante. E a realidade é que o Vasco vem deixando de ser um rival em campo para o Flamengo há muitos anos. E não adianta a gente falar da rivalidade por si só, se o time não corresponde com ela.

Deixa eu trazer alguns exemplos estrangeiros para ilustrar melhor a polêmica. O grande rival do Manchester United na Inglaterra sempre foi o Liverpool. São duas potências que nunca deixaram de rivalizar à mesma altura, mesmo sendo de cidades diferentes. O Manchester City queria ser o grande rival do time vermelho da sua cidade, mas os Red Devils nunca olharam para os Citizens dessa forma.

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