Ministério público e família pedem aumento de pena a torcedor flamenguista por homicídio de Gabriela Anelli.

28/5/2025 14:28

Ministério público e família pedem aumento de pena a torcedor flamenguista por homicídio de Gabriela Anelli.

Ministério público e família pedem aumento de pena a torcedor flamenguista por homicídio de Gabriela Anelli.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e os advogados da família de Gabriela Anelli, torcedora do Palmeiras que morreu após ser atingida por estilhaços de uma garrafa de vidro, querem o aumento de pena do flamenguista Jonathan Messias Santos da Silva. Ele foi condenado a 14 anos de prisão por homicídio doloso. O recurso foi protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) pelo MP-SP e pelos assistentes da acusação, Pedro Gurek e Yohann Sade, que defendem os interesses dos familiares da palmeirense. Já a defesa do torcedor do Flamengo tenta reduzir o período de reclusão. O pedido da acusação usa quatro argumentos para ampliar a condenação: culpabilidade exacerbada; circunstâncias do crime; consequências devastadoras e atenuante indevida. A intenção é de que o TJ-SP use uma pena-base condizente com o delito e que afaste a atenuante de confissão - o aumento da pena, se aceito, será definido pela Justiça. - A sociedade não pode tolerar a banalização da violência que transforma estádios em arenas de medo. A pena precisa refletir a extrema gravidade deste ato e sua repercussão nacional. Não buscamos vingança, mas justa retribuição e prevenção; penas mínimas ferem o princípio da individualização e colocam em risco o pacto social que protege a vida - avaliaram os advogados Gurek e Sade.

Já a defesa de Jonathan sustenta que não há provas concretas — como filmagens ou testemunhas — que o acusem diretamente de ser o autor do crime. A tentativa deve ser de anulação do júri popular. O torcedor, no entanto, declarou de forma emotiva que atirou uma garrafa na direção onde Gabriela Anelli estava, mas disse não saber se foi a mesma que a atingiu.

Família Gabriela Anelli Palmeiras
Família de Gabriela Anelli com torcedores do Palmeiras (Crédito: Giselly Corrêa / Lance!)

Na noite de domingo (25), após a derrota por 2 a 0 para o Flamengo, torcedores do Palmeiras prestaram uma homenagem a Gabriela Anelli. O ato aconteceu por volta das 19h, na Rua Caraíbas, nas proximidades do Allianz Parque. Durante a homenagem, foi exibido um vídeo de pouco mais de dois minutos, com fotos da torcedora alviverde. Estiveram presentes os pais da jovem, Ettore Amarchiano Neto e Dilcilene Prado Anelli. Segundo a mãe, voltar ao estádio ainda é um desejo, mas ainda não conseguiu pela lembrança da filha. Atualmente, o casal vive em Curitiba, no Paraná, e segue apoiando o Palmeiras à distância.

Tatuagem Gabriela Anelli Palmeiras
Tatuagem em homenagem a Gabriela Anelli, torcedora do Palmeiras assassinada (Crédito: Giselly Corrêa / Lance!)

— Estou muito feliz pela homenagem. É uma família imensa que ganhamos, e isso é muito gratificante, porque a Gabriela amava esse Palmeiras, e lá de cima ela continua amando — disse Dilcilene, emocionada. O amor também estampa a pele, com tatuagens com referência à Gabriela e ao Palmeiras.

Gabriela Anelli
Imagem de Gabriela Anelli (Crédito: Giselly Corrêa / Lance!)

Na Rua Padre Antônio Tomás, próximo à divisão entre as torcidas mandante e visitante, Gabriela Anelli foi atingida por estilhaços de uma garrafa de vidro no pescoço. Na sequência, a jovem foi encaminhada para a Santa Casa, na região central da capital. Já sob cuidados médicos, Anelli sofreu duas paradas cardíacas e, posteriormente, faleceu dois dias depois devido a uma "hemorragia aguda externa traumática".

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o suspeito foi identificado através de câmeras de segurança na região, que identificaram o rosto de Jonathan com auxílio de drones e do Instituto de Criminalística (IC) da cidade. Jonathan Messias Santos da Silva foi condenado em 20 de maio a 14 anos de prisão pela morte de Gabriela Anelli, em 2023, ocorrida antes do duelo entre Palmeiras e Flamengo, em partida válida pelo Brasileirão. A decisão foi proferida pela juíza Isadota Botti Beraldo Moro após júri popular. O julgamento terminou com quatro votos favoráveis à condenação por homicídio doloso, contra três votos contrários. O torcedor flamenguista já estava detido preventivamente desde agosto do ano passado.

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