O deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, popularmente conhecido como TH Joias, está sendo investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, supostamente utilizando uma franquia de loja do Flamengo como fachada. O estabelecimento, situado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, teria sido adquirido pelo parlamentar para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) indica que o volume de faturamento registrado pela loja não corresponde à atividade comercial esperada, o que levanta sérias suspeitas sobre as operações realizadas no local.
Segundo o procurador-geral de Justiça do RJ, Antonio José Campos Moreira, há evidências concretas de que a loja é usada para a lavagem de dinheiro. “Ele se utiliza de uma loja, uma franquia, que vende produtos de um clube muito popular, para lavar dinheiro. O volume de dinheiro que circula por ali é incompatível com o que uma loja venderia”, afirmou o procurador.
Além das acusações relacionadas à loja do Flamengo, as investigações do MPRJ também apuram possíveis casos de corrupção, incluindo uma alegação de oferta de propina a policiais por meio de um advogado. A Operação Bandeirantes, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-RJ), resultou na prisão de TH Joias na quarta-feira (3) em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A operação sugere que o parlamentar teria intermediado a compra e venda de drogas e armas com a colaboração de membros de facções criminosas.
A investigação aponta que TH Joias estava atuando em favor de duas organizações criminosas rivais: o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), que brigam pelo controle de territórios nas comunidades do Rio de Janeiro. A defesa do deputado, em uma nota enviada ao portal “G1”, afirmou que as acusações são absurdas e representam uma repetição de fatos já analisados anteriormente, insinuando que se trata de uma perseguição política a um representante legítimo do povo fluminense.
A defesa acrescentou que, até o momento, não teve acesso integral aos autos do caso, o que, segundo eles, viola o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. “Reafirmamos nosso compromisso em esclarecer todos os pontos e demonstrar a total inocência do deputado”, concluiu a nota. O veículo Lance! está em contato com a defesa do parlamentar e mantém o espaço aberto para novas manifestações sobre o caso.




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