Letícia Marques, conhecida como Voz do Setorista, relatou a preparação do Flamengo para o confronto contra o PSG, destacando uma frase impactante: "Não existe mais uma vida feliz". Essa frase ressoa profundamente na vida de Dmytro Tytor, um torcedor ucraniano que, há mais de três décadas, encontrou no Flamengo um refúgio emocional, especialmente em tempos difíceis. A guerra com a Rússia está causando profundas mudanças na vida dos ucranianos, transformando o cotidiano em uma luta pela segurança e dignidade.
O amor de Dmytro pelo Flamengo começou em 1993, quando assistiu a um jogo da Copa Libertadores. "Não me lembro qual foi o adversário, mas fiquei muito impressionado com o futebol rubro-negro", relatou. A partir de então, ele se dedicou a aprender mais sobre o clube, a ler jornais sobre futebol e a acompanhar seus ídolos, como Zico, Romário e Ronaldinho. Sua admiração pelo Flamengo só cresceu ao longo dos anos, especialmente durante a Era de Ouro do clube, quando se tornou um torcedor fiel.
Com a eclosão da guerra, que começou em 2014 e se intensificou em 2022, a vida de Dmytro se complicou imensamente. Milhares de ucranianos foram deslocados devido ao conflito, e a infraestrutura do país foi devastada. "A guerra mudou completamente nossas vidas aqui na Ucrânia. Não existe mais uma vida feliz", desabafou Dmytro, compartilhando a dor que todos enfrentam em sua terra natal, onde ataques aéreos se tornaram uma rotina.
Atualmente, trabalhar em uma empresa estatal de energia e lidar com a escassez de eletricidade, que pode durar até 16 horas por dia, faz parte da realidade de Dmytro. Ele não tem conseguido assistir aos jogos do Flamengo, mas mantém seu amor pelo clube vivo, acompanhando as notícias e interagindo nas redes sociais. "Apesar de tudo, apoio meu clube amado sempre que ele entra em campo", afirmou, expressando a esperança de que o Flamengo conquiste a Copa Intercontinental.
Dmytro anseia por um dia em que possa retornar ao Brasil para ver um jogo ao vivo e celebrar com os milhões de torcedores do Flamengo ao redor do mundo. "Tenho muito orgulho de fazer parte do exército de milhões de torcedores do Flamengo", concluiu ele, demonstrando a força que o espírito esportivo pode ter mesmo em tempos de crise.




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