Pedro retornou aos campos após um longo período de recuperação, marcando sua primeira participação desde a lesão que sofreu enquanto jogava pelo Flamengo. O ano de 2025 tem se revelado especialmente desafiador para a gestão de carga dos jogadores, uma vez que o Rubro-Negro disputou 78 jogos ao longo da temporada. Essa quantidade elevada de partidas exigiu uma administração cuidadosa do tempo em campo dos atletas, resultando em 21 ocasiões em que a comissão técnica, liderada por Filipe Luís, decidiu poupar jogadores para evitar lesões ou agravar problemas de saúde já existentes.
Como resultado, o Flamengo se destaca entre os clubes que mais adotaram o rodízio de atletas, sendo superado apenas pelo Palmeiras. Ambos os times, com elencos bem estruturados, foram capazes de preservar seus jogadores mais importantes sem comprometer a performance em campo. Mesmo com a estratégia de rodízio, o Flamengo enfrentou o desafio das baixas médicas, contabilizando 32 casos de lesão ao longo de 2025, um número ligeiramente maior do que o registrado em 2024.
Na perspectiva de rejuvenescimento do elenco para a próxima temporada, a média de idade do grupo será reduzida. Em 2025, jogadores com mais experiência ou que frequentemente apresentaram problemas físicos demandaram atenção especial do departamento médico. Nesse contexto, De la Cruz foi poupado em quatro jogos, enquanto Alex Sandro ficou de fora por escolha técnica em três ocasiões. Apesar disso, ambos foram alguns dos atletas que mais perderam partidas devido a lesões.
Os problemas físicos do Flamengo foram variados, mas o caso de Erick Pulgar se destacou como um dos mais graves. O volante chileno sofreu uma fratura no quinto metatarso do pé direito durante a partida contra o Bayern de Munique, o que resultou em mais de 100 dias afastado. Esta lesão fez com que ele perdesse 20 partidas. Antes desse episódio, Pulgar já havia lidado com uma lesão muscular leve na coxa direita, totalizando 25 jogos fora em 2025, o maior número entre todos os jogadores do time.
Além de Pulgar, outros atletas importantes também enfrentaram desafios. Alex Sandro, Danilo e De la Cruz perderam 15 jogos cada um por questões de saúde, enquanto Allan e Michael ficaram fora em 12 oportunidades. Pedro, figura central e artilheiro da equipe, foi outro desfalque significativo, perdendo 11 partidas devido a uma fratura no antebraço e a uma lesão muscular na coxa. Sua ausência foi sentida nas fases decisivas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, mas ele conseguiu retornar a tempo de participar do Mundial, onde o Flamengo finalmente teve seu departamento médico zerado em decorrência das lesões.
No geral, as lesões na coxa foram as mais recorrentes no elenco, com 15 casos registrados ao longo da temporada, seguidas por problemas no tornozelo e joelho. O levantamento das baixas médicas do Flamengo foi realizado de forma rigorosa, levando em consideração apenas jogadores que foram impedidos de atuar em pelo menos uma partida oficial devido a questões clínicas. O foco no controle de carga e na saúde dos atletas será crucial para o planejamento do próximo ano.




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