José Boto, diretor de futebol do Flamengo, que possui contrato até o final de dezembro e está em negociações avançadas para sua renovação, participou de uma entrevista ao podcast “No Princípio Era a Bola”, promovido pelo jornal Tribunal Expresso de Portugal. Durante a conversa, ele abordou diversos assuntos importantes para o futuro do clube, mirando em 2026.
Entre suas declarações, Boto não poupou críticas ao Palmeiras, afirmando que "o Palmeiras não tem a grandeza do Flamengo". Ele também comentou sobre as dificuldades e objetivos do Flamengo para a próxima temporada, além de expressar suas preocupações com a quantidade de férias que os jogadores terão para se recuperarem mentalmente após uma temporada intensa.
“A grande preocupação que tenho é a quantidade de férias que os jogadores vão ter para que eles limpem a cabeça. Temos tudo planejado para que o elenco seja melhor. Nunca existe um plantel perfeito, há sempre coisas a ajustar, mesmo quando achamos que está ótimo”, destacou Boto.
Na conversa, o diretor também reconheceu que houve falhas nas negociações recentes. Ele admitiu que a transferência do atacante irlandês Mikey Johnston, do West Bromwich, se frustrou devido a questões de timing e a pressão da mídia, que influenciou a decisão do presidente do clube.
“Foi um caso que, talvez meu erro tenha sido de timing. Se eu o tivesse trazido no meio das contratações mais desafiadoras, talvez não houvesse esse burburinho. Essa pressão externa tentou entrar em outros casos, mas foi nessa ocasião que o presidente cedeu”, explicou.
Boto também ressaltou a importância de trazer jogadores com mentalidade forte, capazes de suportar a pressão que vêm com a atuação na equipe rubro-negra. “Se são jogadores que vão tremer no Maracanã, se tu chegas com uma imprensa negativa, dizendo que não é jogador para o Flamengo… Tem que ser muito forte mentalmente”, comentou sobre as contratações para a próxima temporada.
Sobre o futuro do clube, o diretor expressou a intenção de trazer uma cultura mais europeia para o Flamengo, mencionado jogadores como Danilo, Jorginho e Alex Sandro como referências no clube. Ele enfatizou que a forma como encaram a profissão pode influenciar o restante do elenco, reforçando a ideia de buscar um patamar elevado de desempenho.




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