O ano de 2025 ficará eternizado na galeria de troféus da Gávea. Ao conquistar a Supercopa, o Carioca, o Brasileirão e a Libertadores, o Flamengo superou em volume de taças a lendária temporada de 2019, igualando-se apenas ao esquadrão de Zico em 1981. No entanto, o sucesso nas urnas e nos campos de Filipe Luís esconde um desafio silencioso: a desconexão com o DNA formador do clube.
Diferente de 1981, onde a base era o alicerce, o time atual foi erguido via mercado de transferências. Em entrevista sincera, o diretor de futebol José Boto expressou preocupação com a dificuldade de maturação dos jovens, citando que o modelo do Palmeiras hoje é mais eficaz por oferecer um ambiente de menor "queima de etapas" que o Flamengo atual.
O Funil Estreito do Elenco Estrelado
Com um grupo recheado de estrelas internacionais, o "furo" no funil entre a base e o profissional tornou-se evidente em 2025.
Os números da base rubro-negra em 2025:
Os Resistentes: Apenas quatro nomes conseguiram se consolidar como figuras recorrentes: Wesley (vendido à Roma), Evertton Araújo, Wallace Yan e Matheus Gonçalves.
Queda de Minutagem: Em anos como 2019 e 2020, ao menos seis jovens ultrapassavam a marca de 10 jogos no ano. Em 2025, a maioria dos 35 jovens utilizados só entrou em campo quando os titulares foram poupados.
Venda Precoce: Wesley foi o grande destaque individual, mas sua saída para a Itália reforça o perfil de "venda necessária" antes da consolidação como ídolo.
Plano Diretor de Bap: O presidente Bap já avisou que 2026 será um ano de "vacas magras" para revelações, focando no desenvolvimento de atletas de 15 e 16 anos para que o clube colha frutos robustos em 2027.
O Flamengo entende que a pressão por títulos imediatos é o maior inimigo da paciência com os "Garotos do Ninho". A meta para 2026 é equilibrar a busca pelo Tri da Libertadores com um processo de transição mais protegido, evitando que talentos se percam no banco de reservas ou sejam negociados antes de renderem tecnicamente no Maracanã.
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