A renovação de Filipe Luís com o Flamengo, que poderia ter sido resolvida meses atrás, tornou-se uma verdadeira novela nos bastidores do clube. Em setembro, durante a Data Fifa, as partes chegaram a um entendimento que parecia quase fechado. Naquele momento, o clima era de otimismo e expectativa de continuidade para a equipe técnica rubro-negra.
O progresso nas negociações ocorreu em Lisboa, onde o diretor de futebol José Boto se encontra com Jorge Mendes, o agente do treinador. Durante a reunião, foram discutidos e ajustados o salário, a duração do contrato e a multa rescisória, com o objetivo de um vínculo até o final de 2027. A sensação era de que só faltava a assinatura para oficializar o acordo.
No entanto, ao voltar ao Brasil, o cenário mudou drasticamente. A decisão de postergar a renovação partiu do presidente Bap, que optou por não finalizar o contrato naquele momento, levando em consideração os valores envolvidos e o medo de repercussão política, já que o Flamengo ainda competia no Brasileirão.
A demora nas negociações gerou um clima de incômodo do lado do treinador e, especialmente, de sua equipe. Jorge Mendes interpretou a recaída como um indicativo de desvalorização, mesmo diante do bom trabalho que Filipe Luís vinha realizando. A equipe leu a situação como uma tentativa do clube de ganhar tempo para renegociar o acordo em condições mais vantajosas.
Com a temporada avançando e títulos sendo conquistados no final, Filipe Luís conseguiu fortalecer sua posição. Sua comissão começou a solicitar uma valorização maior, elevando as expectativas salariais para patamares próximos aos maiores do futebol brasileiro.
Atualmente, Flamengo e o treinador ainda emitem negociações, mas o desgaste acumulado é notório. O clube acredita ter avançado significativamente, enquanto o estafe de Filipe Luís sustenta que a remuneração deve refletir o peso esportivo do treinador. Além disso, a comissão de Jorge Mendes também entrou em pauta nas discussões.
Com o contrato se aproximando do fim, o tempo tornou-se um adversário do planejamento rubro-negro. A definição sobre a continuidade do comando técnico é considerada essencial para viabilizar contratações e tomar decisões em relação ao elenco para 2026. Embora ainda exista otimismo nas filas internas do clube, uma ruptura já não pode ser descartada.




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