Sérgio Barboza, autointitulado "jogador dublê", é um exemplo de como a paixão pelo futebol pode levar a trajetórias inesperadas. Com uma carreira que começou em clubes tradicionalmente renomados como Botafogo, Fluminense e Vasco, sua história tomou um rumo diferente quando tentou se profissionalizar no Flamengo, época em que teve o privilégio de treinar com astros como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. No entanto, sua primeira experiência no futebol profissional não foi como ele esperava, já que nunca teve a oportunidade de jogar no time principal.
Aos 32 anos, Sérgio encontrou uma nova forma de brilhar, desta vez nas redes sociais. Compartilhando suas histórias e experiências adquiridas em diversos países, ele já acumula mais de 160 mil seguidores em poucos meses. A experiência com o futebol o levou a atuar em nações como Angola, Nepal, Índia e Honduras, onde a conversão do dólar se mostrou um fator crucial para sua sustentabilidade financeira.
Sérgio menciona que sua decisão de deixar o Flamengo em 2012 para buscar uma oportunidade no Macaé foi uma das maiores loucuras da sua vida. À época, ele sonhava em jogar, mas enfrentou uma dura realidade ao perceber que as condições no futebol profissional eram mais desafiadoras do que imaginava. Com salários atrasados e a figura de Valdir Firmo se destacando na equipe, ele foi relegado à equipe de base, o que o levou a rodar pelo mundo em busca de novas oportunidades.
Ao longo da sua trajetória, Sérgio recebeu pagamentos em dólar, o que, segundo ele, fez toda a diferença em sua vida financeira. Ele afirma que mesmo não acumulando riquezas, consegue viver de forma digna, comparando sua situação à de um dublê no cinema; "Só muda o dinheiro", diz ele com humor. As memórias das experiências vividas vão desde apresentações em camelos no Nepal até estrelar um clipe de uma música que fez sucesso na internet.
Com um diploma em educação física e licença para treinador, Sérgio não planeja se afastar do futebol após se aposentar dos gramados. Ele já está acertado com um clube de Angola, o Bravos do Maquis, e deseja continuar contribuindo para o esporte. "O jogador dublê deve guardar dinheiro e se preparar para o futuro, pois não pode esperar que o futebol o aposente", afirma.
Sérgio Barboza é a prova de que, mesmo longe dos holofotes, é possível construir uma carreira cheia de histórias e aprendizados. Suas aventuras pelo mundo do futebol e sua capacidade de se reinventar o tornam uma figura única, alguém que sabe que cada passo, mesmo os mais desafiadores, compõe o belo jogo da vida.




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