O Flamengo está enfrentando uma nova determinação judicial relacionada à venda do jogador Wesley para a Roma. Segundo a decisão da Justiça, o clube carioca deve depositar 10% do total da transferência, um valor que ultrapassa R$ 16 milhões, conforme informações divulgadas pela ESPN.
A ação é resultado de um processo movido pelo Clube Atlético Tubarão, de Santa Catarina, que participou da formação do atleta. No final do ano passado, o juiz Gilberto Schafer autorizou o envio de uma carta precatória ao Flamengo, requisitando o depósito do montante, com as devidas advertências legais.
O processo foi encaminhado ao Rio de Janeiro na última sexta-feira e está sendo analisado pela 5ª Vara Cível da Regional da Leopoldina. O tribunal solicitou a inclusão de documentos essenciais que ainda não constavam nos autos para que a citação do Flamengo seja efetivada.
A Justiça do Rio Grande do Sul já havia estabelecido um prazo para que a carta precatória fosse cumprida até a quarta-feira, dia 21. Um oficial de Justiça foi designado para realizar a intimação e cobrar o depósito judicial do valor estipulado, que totaliza R$ 16.805.220,36. A disputa envolve a Massa Falida do Clube Atlético Tubarão e a SAF do próprio clube, que agora brigam pelo direito de reivindicar os valores devidos.
O montante a ser depositado refere-se a 10% da transferência, além de uma discussão sobre 0,92% ligado ao mecanismo de solidariedade da FIFA.
Wesley atuou nas categorias de base do Tubarão entre 2019 e 2021, período em que se profissionalizou antes de se transferir para o Flamengo. Essa etapa é mencionada no processo por ser crucial na formação do jogador.
No último ano, Wesley foi negociado com a Roma em uma transferência avaliada em 25 milhões de euros fixos, equivalente a cerca de R$ 161,4 milhões. Além disso, existem estipulações de bônus que podem adicionar mais 5 milhões de euros, aproximadamente R$ 32,2 milhões, ao valor da negociação, dependendo de metas.




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