O fim de semana não foi apenas de expectativa para a Supercopa Rei; foi também de celebração para um dos maiores camisas 11 da história. Romário, o "Gênio da Grande Área", completou 60 anos e, como de costume, não fugiu das divididas. Em um evento grandioso no Rio de Janeiro, o ex-atacante comentou a bombástica contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo e colocou "fogo" no debate sobre o nível do futebol atual.
Ao ser questionado sobre as semelhanças entre o retorno de Paquetá em 2026 e a sua histórica chegada à Gávea em 1995 — quando deixou o Barcelona sendo o melhor do mundo —, Romário foi curto e grosso:
"Não tem comparação. São momentos e jogadores completamente diferentes. O Paquetá é um p**ta jogador, vai ajudar muito o Flamengo e tem tudo para ser o cara da Seleção na Copa, mas o que eu fiz em 95 foi outra história."
Soberania contra Messi e Cristiano Ronaldo
A autoconfiança, marca registrada do Baixinho, atingiu o ápice quando o assunto foi o futebol moderno. Romário afirmou que, se estivesse no auge hoje, a contagem de gols não pararia no milésimo.
2 mil gols: Segundo ele, a preparação física atual superou a técnica, o que facilitaria a vida de um atacante inteligente. "Hoje os caras correm muito e pensam pouco. Eu faria uns 2 mil gols fácil", brincou (ou não).
Duelo de Titãs: Romário declarou que brigaria de igual para igual — e venceria — Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em premiações individuais se estivesse na ativa, citando que a marcação de antigamente era muito mais implacável que a atual.
Ceticismo com a Seleção de Dorival
Para a Copa do Mundo de 2026, Romário demonstrou preocupação. Apesar de elogiar nomes como o próprio Paquetá e Neymar, ele acredita que o Brasil está atrás de potências como França e Espanha na organização tática e na safra de talentos. Para o Baixinho, o futebol brasileiro precisa resgatar a "malandragem" e a técnica refinada que o consagrou.
Enquanto o Flamengo de Filipe Luís foca na decisão em Brasília, as palavras de Romário ecoam como um desafio para a nova geração: o talento é bem-vindo, mas a história escrita pelos gênios do passado ainda parece um degrau acima.
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