Nove meses após um gol decisivo contra o Bahia, Arrascaeta finalmente deu nome aos bois sobre sua polêmica comemoração com as mãos às orelhas. O gesto, imortalizado por Riquelme, foi um protesto direto contra a cúpula rubro-negra em 2025. Na época, o uruguaio sentiu-se "jogado para o fim da fila" nas renovações contratuais, o que gerou posts enigmáticos sobre "palhaços e circos" e um distanciamento perigoso entre ídolo e instituição.
"Sentia que estavam sendo injustos comigo. Fui convicto para aquele jogo que faria o gol e a comemoração. Hoje, de cabeça fria, penso se agregou, mas no momento era necessário", revelou o meia.
2023: O Ano do "Quase Adeus"
Se 2025 foi o ano da rebeldia política, 2023 foi o ano da fragilidade mental. Arrascaeta confessou que, diante de sucessivas perdas de títulos e lesões crônicas, cogitou deixar o Flamengo por acreditar que seu ciclo poderia ter acabado.
O Medo da Lesão: O uruguaio revelou que vivia sob o pânico constante de sofrer rupturas musculares, o que limitava sua intensidade em campo.
A Virada: O craque atribui sua permanência e a melhora de performance à terapia, que o ajudou a desbloquear o medo físico e a lidar com a pressão extrema do clube.
"Mais Brasileiro que Uruguaio"?
Em uma declaração que agitou as redes sociais, Arrascaeta analisou seu estilo de jogo frente à sua seleção nacional. Prestes a disputar mais uma Copa do Mundo em 2026, o meia admitiu que suas características técnicas combinariam muito mais com a Seleção Brasileira do que com o DNA defensivo e aguerrido da Celeste Olímpica.
Estilo Moldado no Brasil: Há 10 anos no país, ele afirma não sentir falta da Europa e se diz realizado por ter adaptado sua técnica ao futebol brasileiro.
Rebeldia e Amadurecimento
A entrevista também revisitou o passado "rebelde" do jogador, incluindo episódios de indisciplina no Cruzeiro — como chutar uma bola contra o próprio gol em um treino — e sua difícil adaptação ao banco de reservas de Abel Braga no Flamengo, em 2019. Arrascaeta reconheceu que precisou "ser mais profissional" e que a leitura de jogo que possui hoje é fruto de um longo processo de amadurecimento.
Com contrato renovado e a mente focada em 2026, o uruguaio parece ter deixado os "fantasmas" para trás, consolidando-se como o cérebro da equipe de Filipe Luís e uma liderança técnica inquestionável.
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