O Flamengo desembarca na Argentina em meio a um cenário político e social efervescente. A possibilidade de uma greve geral nesta quinta-feira não é apenas um problema de transporte ou comércio; para o futebol, o risco é operacional. A UTEDYC (União dos Trabalhadores de Entidades Esportivas e Civis) é o sindicato que detém a chave dos estádios no país. Sem esses profissionais, não há bilheteria, segurança interna, limpeza ou operação de campo, tornando inviável a realização de uma partida deste porte.
O papel da UTEDYC e o risco de apagão operacional
A força da UTEDYC na Argentina é vasta, negociando mais de 40 convenções coletivas. Se a adesão for confirmada:
Bloqueio Total: O estádio do Lanús não teria funcionários para abrir os portões ou operar a iluminação e sistemas de som.
Segurança e Logística: A ausência de pessoal de apoio compromete as diretrizes de segurança exigidas pela CONMEBOL, impossibilitando a entrada de torcedores e das delegações.
A postura da CONMEBOL e os bastidores
A entidade máxima do futebol sul-americano está em contato permanente com as autoridades argentinas e a diretoria do Lanús. O objetivo é garantir um "plano de contingência" que permita a realização do jogo, mesmo com a paralisação nacional.
Mediação: A CONMEBOL tenta negociar uma exceção para os trabalhadores do estádio, visando manter o calendário televisivo e os compromissos de patrocínio.
Plano B: Caso o impasse persista, o adiamento em 24 horas ou a mudança de portões fechados para um local neutro (menos provável) começam a ser discutidos nos corredores.
Foco mantido no Ninho do Urubu
Apesar da instabilidade externa, a gestão de elenco de Filipe Luís segue o cronograma original. A comissão técnica orientou os jogadores a manterem a concentração na organização tática e na preparação física para o confronto. O Flamengo entende que qualquer mudança de data pode afetar a logística de retorno e o descanso para os jogos subsequentes do Campeonato Carioca.
A definição oficial deve sair nas próximas 48 horas, dependendo do avanço das negociações entre o governo argentino e as centrais sindicais. Por ora, o torcedor rubro-negro aguarda com ansiedade, esperando que o duelo pela hegemonia do continente não seja decidido fora das quatro linhas.
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