A derrota para o Lanús, pela Recopa Sul-Americana, escancarou um problema que o Flamengo já vinha tentando contornar desde o início da temporada: a ausência de um atacante que possa revezar com Pedro. O cenário ficou evidente no duelo disputado na Argentina, quando o camisa 9 iniciou no banco e a comissão técnica precisou recorrer a improvisações no comando do ataque.
Sem um centroavante de origem disponível, o técnico Filipe Luís optou por escalar Carrascal como referência ofensiva, solução que não funcionou. A dificuldade para ocupar espaços, segurar a defesa adversária e finalizar com eficiência expôs a limitação do elenco no setor e reacendeu o debate interno sobre a necessidade de um reforço específico para a posição.
Desde o início de 2026, Pedro atuou como titular em cinco dos nove jogos do Flamengo, somando dois gols e uma assistência. Quando o atacante não está em campo, as alternativas encontradas pela comissão técnica passam por improvisações com Bruno Henrique ou Plata, jogadores que não possuem as características de um centroavante nato.
A diretoria rubro-negra monitora o mercado, mas ainda não avançou em negociações concretas. A janela de transferências do futebol brasileiro se encerra no dia 3 de março, e a avaliação interna é de que a contratação de um novo camisa 9 dificilmente será viabilizada neste curto prazo, podendo ficar para a janela do meio do ano.
A principal tentativa recente foi a contratação de Kaio Jorge, mas as investidas foram recusadas pelo Cruzeiro. Outros nomes avaliados, como Richarlison e Marcos Leonardo, acabaram descartados por questões financeiras. A recente chegada de Lucas Paquetá, em uma negociação que girou em torno de 42 milhões de euros, comprometeu a margem do clube para novas contratações de alto custo.
No momento, o Flamengo trabalha com a possibilidade de buscar um atacante por empréstimo, que chegue pronto para assumir a função. O diretor de futebol, José Boto, já admitiu publicamente a dificuldade em encontrar um jogador que realmente eleve o nível do elenco. Internamente, a avaliação é clara: só vale investir em um atleta que faça diferença técnica imediata.
Além da carência ofensiva, o Flamengo também enfrenta outros desafios neste início de temporada. A equipe tem apresentado falhas defensivas, dificuldades na criação e ainda busca o melhor ritmo coletivo, com Arrascaeta retomando a forma física ideal. A combinação desses fatores aumenta a pressão por um novo atacante e pode acelerar decisões até o fechamento da janela.
Após a partida, Filipe Luís afirmou que o resultado na Argentina foi justo e reconheceu que o Flamengo precisa “melhorar urgentemente”. O mercado segue aberto, e a busca por um reforço para o ataque passa a ser tratada como prioridade nos bastidores do clube.




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