O Flamengo de 2026 lida com o bônus e o ônus de ser o clube mais rico do continente. Após o vice-campeonato na Recopa, o Lanús não perdeu a chance de capitalizar sobre a vitória por 3 a 2. Em uma postagem que viralizou rapidamente, os argentinos exibiram a taça com uma legenda que aludia diretamente aos 42 milhões de euros pagos pelo Flamengo para tirar Paquetá do West Ham. A mensagem foi clara: no futebol, o peso da camisa e a intensidade coletiva superaram, desta vez, o poderio financeiro.
Paquetá: O Desafio da Adaptação Tática
A leitura de jogo sobre o desempenho do camisa 10 aponta para um atleta ainda em busca de seu lugar no esquema de Filipe Luís:
Polivalência sem Brilho: Desde que voltou, Paquetá já foi testado como "falso 9", meia aberto e segundo volante. Essa indefinição tem prejudicado sua organização tática individual.
Momento Fatídico: Na finalíssima contra o Lanús, Paquetá entrou no segundo tempo e, apesar de uma finalização perigosa, falhou na cobertura defensiva que resultou no gol de empate argentino na prorrogação — erro que custou o título.
Números Discretos: Com apenas um gol marcado (contra o Botafogo), o rendimento do meia é considerado aquém do esperado para o maior investimento da história do clube.
Pressão e Reavaliação na Gávea
O revés continental força o Flamengo a uma profunda reflexão interna:
Gestão de Expectativa: A diretoria prega paciência com a integração de Paquetá, entendendo que o ritmo europeu e o brasileiro são distintos, mas a torcida exige respostas imediatas após o alto investimento.
Identidade Tática: Filipe Luís precisa definir urgentemente a função primária de Paquetá no elenco para que o time recupere a fluidez nas transições ofensivas.
Foco no Carioca: O jogo de segunda-feira contra o Madureira tornou-se vital. O Flamengo precisa da vitória não apenas para ir à final, mas para estancar a crise e recuperar o moral do grupo.
Enquanto o Lanús comemora com ironia, o Flamengo se fecha no CT George Helal. O diagnóstico é unânime: Paquetá tem talento de sobra, mas precisa converter os milhões investidos em liderança técnica dentro das quatro linhas. O tempo de adaptação acabou; agora, a Nação espera que o craque dite o ritmo da retomada rubro-negra em 2026.
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