O Flamengo de 2026 não aceita a atual paralisia institucional da Libra. Alegando que a entidade está "acéfala" desde o fim dos mandatos em fevereiro, o Rubro-Negro, aliado a Grêmio e Remo, convocou uma assembleia para esta quarta-feira (18), na sede da Gávea. O objetivo é claro: aprovar contas, eleger novos diretores e definir o destino de 3% do contrato com a Globo (originalmente destinados a clubes que caíram para a Série C). O Flamengo defende que a gestão atual falhou ao não prever reajustes no contrato com a ascensão do Remo, o que gerou uma perda de receita de 10% para todos os membros.
O Contra-Ataque: Palmeiras e Bahia entram em campo
A resposta dos rivais foi uma jogada política para tentar esvaziar a reunião na Gávea:
A Proposta dos 3%: Palmeiras, Bahia e Bragantino formalizaram uma oferta para entregar os 3% da receita diretamente aos cinco clubes da Série C (Paysandu, ABC, Sampaio Correa, Guarani e Volta Redonda).
Esvaziamento Político: Na visão do Flamengo, essa é uma tentativa nítida de tirar o poder de barganha da assembleia de quarta-feira, atendendo aos pleitos dos clubes menores antes que eles cheguem à Gávea.
Disputa de Mandatos: Enquanto o Fla entende que a Libra está sem direção, o bloco rival afirma que os mandatos foram estendidos por 60 dias, mantendo André Rocha (Red Bull) e Raul Aguirre (Bahia) no comando.
O Futuro da Liga: Arbitragem e Ruptura
O cenário aponta para uma possível dissolução do bloco ou uma reestruturação profunda:
Corte de Arbitragem: A briga pela divisão do dinheiro de audiência já está na justiça. O Flamengo rejeitou propostas de acordo por considerar que sua fatia deve ser maior, dada a sua representatividade comercial.
Perdas Reais: A Globo já negou reajustes no contrato, e a falta de consenso na Libra impede que os clubes negociem em bloco por melhores condições, prejudicando o planejamento financeiro para o Brasileirão 2026.
Neutralidade Estratégica: Clubes como Atlético-MG, Santos e São Paulo observam a briga de longe, agindo como possíveis mediadores para evitar que a Libra deixe de existir "aos pedaços".
O Flamengo encerra esta terça-feira firme em sua posição de liderança. O clube entende que, como principal motor de audiência do país, não pode ser submetido a uma gestão que permite perdas financeiras por lacunas contratuais. A assembleia desta quarta-feira na Gávea será o termômetro real: se o quórum for baixo, a Libra pode estar vivendo seus últimos dias. Se o Flamengo conseguir atrair os aliados, uma nova diretoria poderá mudar os rumos do dinheiro no futebol brasileiro.
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