O segredo para a ressurreição de Paquetá na Seleção pode estar na leitura de jogo de Leonardo Jardim. Após a vitória sobre o Cruzeiro, o técnico português detalhou que não enxerga o camisa 20 como um ponta, mas sim como um construtor que flutua entre a volância e o ataque. Jardim preparou um cenário onde o lateral (Emerson Royal) faz o corredor, permitindo que Paquetá apareça "entre linhas", exatamente onde sua técnica de manejo de bola é mais letal. Essa visão coincide 100% com o que Carlo Ancelotti declarou após as Eliminatórias, elogiando a versatilidade do meia para atuar em três funções diferentes no setor central.
A Ampulheta de 60 Dias e a Nova Concorrência
O caminho para o Mundial ficou mais estreito com o surgimento de novos nomes no radar de Ancelotti:
Os Novos Rivais: A ausência de Paquetá na última lista abriu espaço para Gabriel Sara (Galatasaray) e Danilo (Botafogo). Sara, em especial, é visto como a maior ameaça por ter características de infiltração e finalização muito próximas às do flamenguista.
Aposta na Grife: Ancelotti já convocou Paquetá em três das cinco listas anteriores e sempre o utilizou. O italiano deixou a porta aberta, afirmando que a ausência atual é estratégica para testar os novatos, mas que o meia do Flamengo continua no radar prioritário devido ao seu histórico com a amarelinha.
Vantagem dos 26: A decisão da FIFA de permitir 26 convocados em 2026 joga a favor de Paquetá, aumentando as chances de Ancelotti levar um jogador polivalente que possa cobrir buracos no meio-campo em caso de lesões.
O Calendário da Redenção
Para garantir a vaga no dia 18 de maio, Paquetá precisará de exibições de gala nos próximos compromissos do Flamengo:
Vitrine no Brasileirão: Jogos contra Remo e os clássicos de abril serão fundamentais para mostrar que sua intensidade física está no nível exigido pela Seleção.
Regularidade com Jardim: Manter a média de gols e assistências — ele já soma 3 gols em 12 jogos — é vital para provar que a oscilação do início do ano ficou para trás.
Fator Psicológico: Livre das questões judiciais que o assombraram no início do projeto Ancelotti, o meia foca agora exclusivamente no campo para provar que é o "super-homem" que a torcida e a crônica esportiva esperam.
O Flamengo encerra esta quarta-feira sabendo que tem em mãos não apenas um craque, mas um patrimônio da Seleção. Leonardo Jardim assumiu o papel de "tutor tático", moldando o Flamengo para que Paquetá brilhe aos olhos do mundo. Se o encaixe entre a organização tática do clube e os desejos de Ancelotti continuar evoluindo, o destino de Lucas Paquetá em julho não será as férias, mas os gramados da América do Norte em busca do hexacampeonato.
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