Flamengo é processado por corretora que cobra comissão em patrocínio de R 71 milhões

25/4/2026 13:47

Flamengo é processado por corretora que cobra comissão em patrocínio de R 71 milhões

O Flamengo enfrenta uma ação judicial movida pelo corretor Rodrigo Queiroz, que cobra comissão pela intermediação do patrocínio da Hapvida. O contrato de R 71,4 milhões está no centro da disputa, enquanto o clube nega vínculos formais com o agenciador.

Flamengo é processado por corretora que cobra comissão em patrocínio de R 71 milhões
O Clube de Regatas do Flamengo e o dirigente Fabio Palmer estão no centro de uma disputa judicial que questiona as práticas de intermediação de seus contratos comerciais. A corretora liderada por Rodrigo Queiroz ingressou com uma ação buscando o reconhecimento de sua participação na mediação do acordo de patrocínio firmado entre o clube e a operadora de saúde Hapvida. O contrato em questão, avaliado em R$ 71,4 milhões por um período de três anos, teria contado, segundo a acusação, com a atuação direta de Queiroz na facilitação de encontros, elaboração de apresentações estratégicas e acompanhamento técnico até a assinatura final.

Para sustentar a tese de que foi peça-chave na negociação, o autor da ação apresentou à Justiça documentos que incluem uma carta de apresentação da Hapvida e uma declaração de agenciamento. Além disso, Rodrigo Queiroz solicitou o acesso formal às comunicações trocadas com Fabio Palmer, buscando comprovar que a diretoria do Flamengo tinha ciência e consentimento sobre sua atuação como intermediário. A corretora alega que, após a formalização do vultoso acordo, não houve o pagamento da comissão devida, e as tentativas de resolver o conflito de forma extrajudicial foram infrutíferas.

Em contrapartida, a defesa do Flamengo adotou uma postura incisiva ao contestar a legitimidade da cobrança. O clube argumenta que as interações entre o representante da corretora e o dirigente ocorreram em nível estritamente pessoal, sem qualquer caráter formal ou vínculo institucional que gerasse obrigações contratuais. O departamento jurídico do Rubro-Negro ressalta a inexistência de um contrato de prestação de serviços assinado entre as partes e afirma que não há documentação que comprove a obrigatoriedade de qualquer repasse financeiro por parte da entidade.

O desdobramento deste caso é acompanhado de perto pelo mercado esportivo, pois pode estabelecer precedentes importantes sobre como clubes de grande porte devem formalizar suas relações com agenciadores e intermediários. Enquanto o processo avança, com o dirigente Fabio Palmer já tendo apresentado sua defesa e registros de conversas, o Flamengo mantém sua estratégia de financiamento sob observação, dado que os patrocínios são pilares fundamentais para a saúde financeira e a manutenção do alto investimento no futebol profissional do clube.

Palavras-chave: Flamengo, Hapvida, Patrocínio Flamengo, Justiça, Rodrigo Queiroz, Fabio Palmer, Processo Judicial, Marketing Esportivo, Notícias do Flamengo.

1471 visitas - Fonte: Torcida Flamengo


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