A Quinta Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu pela anulação da suspensão de dois anos imposta à Torcida Jovem do Flamengo. A desembargadora Cintia Santarém Cardinali, relatora do processo, considerou que a nova punição não poderia ser aplicada, uma vez que a organizada já havia cumprido uma sanção anterior de três anos, em decorrência de eventos relacionados a incidentes ocorridos em 2015.
A decisão judicial, divulgada na noite desta quinta-feira, deixa dúvidas sobre a possibilidade de presença da torcida no próximo jogo do Flamengo contra o Palmeiras, programado para este sábado no Maracanã. A logística do evento envolve um esquema montado pelo batalhão especializado da Polícia Militar, que cuidará da segurança e da organização das torcidas.
A narrativa jurídica apresentada pela defesa argumentou que a sentença anterior, já transitada em julgado, estabeleceu consequências definitivas que não permitem prorrogações de sanções dentro do mesmo processo judicial. O TJ-RJ acolheu esse argumento como parte de sua fundamentação para cancelar a suspensão atual.
O contexto da nova suspensão remete a um homicídio que ocorreu em setembro de 2025, onde um torcedor do Vasco foi alvo de uma emboscada. A investigação culminou na prisão do presidente da Torcida Jovem e de outros membros, levando à introdução da nova pena. Entretanto, a defesa sustenta que a responsabilidade deve ser individual e não coletivizada, defendendo a entidade como pessoa jurídica.
O advogado Siro Darlan, integrante da defesa que também possui vínculos pessoais com o Flamengo, criticou a abordagem do Judiciário, afirmando que a Torcida Jovem tem sido alvo de generalizações e abusos. Darlan destacou que a torcida já deveria ter sido reabilitada ao ambiente de jogo, uma vez que cumpriu a sanção anteriormente imposta e que eventuais novos fatos demandariam novos processos e princípios legais de defesa.
A organização da torcida tem se empenhado em promover uma mudança de postura, criando um novo código de ética interno e reforçando o apoio à equipe por meio de ações positivas. Darlan enfatizou a necessidade de revitalizar a relação entre a torcida, o clube e o ambiente esportivo, contrapondo-se à ideia de que a punição coletiva seria uma solução adequada para problemas pontuais.
Enquanto a situação se desenrola, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) já confirmou a realização de uma reunião de segurança para o próximo jogo, refletindo a complexidade da gestão de segurança em eventos esportivos diante das recentes deliberações judiciais. A expectativa é de que, em breve, o desfecho sobre a presença da torcida no Maracanã seja definido, permitindo uma maior clareza para todos os envolvidos.
88 visitas - Fonte: Torcida Flamengo
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