Flamenguistas e tricolores começam o domingo juntos ao redor do Maracanã

18/5/2014 10:21

Flamenguistas e tricolores começam o domingo juntos ao redor do Maracanã

A terceira edição da Corrida das Torcidas foi uma lição de convivência e tolerância para os fãs do futebol, com 2.500 torcedores de diversos clubes.

Flamenguistas e tricolores começam o domingo juntos ao redor do Maracanã
"Aqui cada um corre seu melhor e todos comemoram juntos no fim". (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Carioca de família paulistana, Michael Papler sabe o que significa ser visitante em sua própria cidade. Carteiro por profissão, não perde uma partida do São Paulo no Rio, e já tomou vários sustos nas entradas e saídas de jogos.

- As pessoas arrumam confusão até quando o time da casa vence, mas eu não desisto. E devo vir hoje porque ainda não vi meu Tricolor vencer no Maracanã novo - diz, sobre o clássico contra o Flamengo hoje às 16 horas.


"Em casa é todo mundo Vasco" (Foto: André Durão )

Não é desejo do flamenguista Alexandre Pereira, outro entre os 2.500 torcedores que participam da terceira edição da Corrida das Torcidas. Com largada em frente á Estátua do Bellini, o percurso tem 7,5km pelo entorno do estádio e ruas da Tijuca, a prova tem clima festivo, com a rivalidade em tom de brincadeira.

- Espero que ele se divirta na prova, mas não tanto no jogo. Mesmo com a nova política de austeridade, confio no time, hoje vai dar Flamengo - diverte-se, em uma lição convivência pacífica.

As vascaínas são inseparáveis, Ana Cláudia, Adriana e a mãe, Arminda correm juntas e vão juntas à São Januário.

Mas nem todos têm essa facilidade em garantir a torcida hereditária. Paranaense, torcedor do Palmeiras, Braz Florenzano vive no Rio há 17 anos e bem que tentou influenciar a filha.

- Não teve jeito: ela é flamenguista. Desde que o time dela não enfrente o meu, torço pelo Flamengo para ela não se chatear - conta o meio-maratonista, que usa a Corrida das Torcidas como treino.


"Ninguém é perfeito!" (Foto: André Durão)

O Marcelo Haddad veste a camisa do Fluminense, mas nem sempre foi assim. Bebê, ganhou da avó o uniforme do Vasco, que trocou pelo do Flamengo no início da vida escolar. Mas, aos oito anos, viu a mãe ser assaltada por um ladrão de camisa flamenguista e "virou a casaca".

- Não queria torcer pelo mesmo time que aquele ladrão e virei Fluminense. Mas hoje sou apaixonado, não largo mais - conta.

A rivalidade agora é com a esposa Andreia, companheira há oito anos. Flamenguista convicta, ela agradece a companhia em sua primeira prova acima de 5km, mas não perde a chance de cutucar.

- Sabe como é...ninguém é perfeito - ri.

2275 visitas - Fonte: Globo Esporte


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