19/6/2014 08:21
Intransponível (e espetacular) Ochoa
Eram 25 minutos do primeiro tempo quando o Castelão ganhou ares de Jalisco. Numa bola cruzada por Daniel Alves, Neymar lembrou Pelé, e Ochoa encarnou Gordon Banks. Assim como a testada do Rei do Futebol, naquele jogo épico contra a Inglaterra, a cabeçada do moicano (agora) louro tinha endereço certeiro, bem rente à trave. Mas a defesa do goleiro mexicano, tal qual a do inglês, na Copa de 70, foi simplesmente monstruosa. Ochoa conseguiu desviar a bola no exato momento em que ele iria transpor a linha — detalhe confirmado no telão com o auxílio da nova tecnologia usada na Copa.
O lindo lance poderia ter decidido (e salvado) mais um jogo ruim da seleção brasileira. O futebol mágico e vitorioso da Copa das Confederações ainda não estreou na Copa do Brasil. Mas o 0 a 0 frustrante não chegou a ser um mau resultado. Agora, basta um empate contra Camarões para garantir a passagem para as oitavas de final. Neste caso, o primeiro lugar no grupo dependerá de México x Croácia.
Milagres
A espetacular atuação do goleiro mexicano (eleito com justiça o melhor em campo) não se restringiu a espalmar a cabeçada de Neymar. Francisco Guilherme Ochoa (que os brasileiros enfrentaram algumas vezes, na Libertadores, quando defendia o América do México) também brilhou e impediu o triunfo do Brasil em dois outros lances impressionantes, no segundo tempo.
Um aos 23 minutos, quando Neymar matou no peito uma bola cruzada por Bernard, da esquerda, e fuzilou o arqueiro, quase à queima-roupa, e outro aos 40 minutos, quando Thiago Silva subiu livre e cabeceou da marca do pênalti. A torcida brasileira chegou a gritar gol, mas lá estava novamente Ochoa. Depois disso, ninguém acreditou mais que conseguiriam vencê-lo.
Placar ilusório
Numa visão simplista, é possível dizer até que se Ochoa não tivesse desequilibrado, o Brasil poderia ter vencido por 3 a 0, resultado que, certamente, estaria sendo comemorado e elogiado. Mas teria sido um placar mentiroso, pois os mexicanos também criaram boas oportunidades, Júlio César fez pelo menos duas defesas difíceis (ainda que não comparáveis às do rival) e bolas passaram raspando às traves brasileiras.
Faltou conjunto
Com Ramires no lugar de Hulk (mas jogando pela direita), o Brasil não se encontrou. Por isso, Felipão trocou-o, na segunda etapa por Bernard, que melhorou o ataque, mas, em compensação, desguarneceu a defesa.
O resultado foi um certo domínio mexicano, após o intervalo. Até que Neymar obrigasse Ochoa à sua segunda grande defesa, e a seleção se empolgasse, voltando a tomar conta das ações. Mas, mesmo assim, o México continuou a ameaçar em contra-ataques. O jogo foi parelho o tempo todo.
Haja chutão
A maior prova do fracasso do conjunto brasileiro foi o incontável número de vezes em que Júlio César repôs a bola em jogo com um chutão pra frente. Embora Daniel Alves, Marcelo e até Thiago Silva e David Luiz tenham habilidade suficiente para sair jogando, o goleiro (certamente instruído por Scolari) optou quase sempre por rifar a bola.
Calcanhar de Aquiles
Fred voltou a ter uma atuação apagadíssima. Jô, que entrou em seu lugar, desperdiçou a única grande oportunidade que teve (recebeu um passe precioso de Bernard e, livre diante de Ochoa, chutou mal, pra fora). O comando do ataque continua a ser um dos pontos fracos do time brasileiro.
Efeito Fred
Marcelo pediu um pênalti, num dos últimos lances, quando ia penetrando livre na área, e o zagueiro pôs a mão em seu ombro. Eu não marcaria, mas, numa escala fictícia de puxão, o de Marcelo foi mais falta do que o de Fred. Mas depois do que houve na estreia...
1023 visitas - Fonte: O Globo
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