Nada está perdido. Mas assim é difícil ganhar

19/6/2014 11:03

Nada está perdido. Mas assim é difícil ganhar

Nada está perdido. Mas assim é difícil ganhar
Não fossem as portentosas defesas do goleiro Ochoa, poderíamos ter vencido o México e, apesar delas, ainda é possível ganhar a Copa. Mas o 0 a 0 e a medíocre atuação diante dos mexicanos serviram como baldes de água fria naquele raciocínio tolamente ufanista que, baseado na conquista da Copa das Confederações, considerava o hexa no Brasil quase uma mera formalidade — vide os inflamados discursos iniciais de Felipão e Parreira, na base de “temos a obrigação de ganhar” e “vamos ganhar”, e a infelicíssima tirada do presidente da CBF, José Maria Marin, afirmando que só uma fatalidade impediria a nossa sexta taça.

Copa do Mundo nunca foi, nem essa que disputamos em casa será, fácil. Ainda mais com o futebolzinho insosso que a equipe de Scolari vem praticando, desde a estreia — não fosse a valiosa ajuda de Nishimura (o árbitro japonês da partida contra a Croácia) poderíamos estar agora numa situação bem delicada no grupo, com dois empates e sem vitórias.

É preciso mudar

A classificação brasileira é provável, diante de Camarões. O primeiro lugar no grupo, idem, pois não creio que México derrote a Croácia. Mas se o time não se acertar, a partir das oitavas as coisas tendem a ficar muito complicadas.

Continuamos a depender quase que exclusivamente de Neymar. Com Oscar sempre aberto numa das pontas, o meio-campo fica sem um armador de verdade, problema agravado pela má fase de Paulinho, um dos principais destaques da Copa das Confederações.

Ou Felipão mexe no esquema, ou na escalação. Do jeito que está, não há razão alguma para otimismo.

Acabou o amor

Scolari e Parreira ainda não engoliram as críticas ao pênalti (equivocadamente) assinalado sobre Fred, na estreia, e elegeram a imprensa como culpada pela não marcação da (igualmente inexistente) penalidade máxima sobre Marcelo, contra o México. É o já conhecido estilo Felipão de ser. Precisa sempre de um inimigo comum declarado, para unir e motivar o grupo.

Deu certo em 2002, menos por causa disso, mais pela presença de jogadores extraordinários no grupo, como Ronaldo Fenômeno, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Difícil crer que briguinhas desse tipo sejam suficiente para fazer o limitado time atual jogar bola.

Ilusão perigosa

Contra Camarões (aparentemente a seleção mais fraca do grupo), é normal que a seleção brasileira melhore e vença sem maiores sustos. O perigo é que isso seja encarado como evolução e as mudanças necessárias não aconteçam.

Canastrões

O início do jogo entre Brasil e México lembrou uma comédia pastelão. Qualquer jogador que sofria falta dava cambalhotas e rolava no gramado se contorcendo e urrando como cachorro atropelado. E muitas vezes o replay mostrava que mal tinha sido tocado. A patética encenação tinha um objetivo: provocar cartões amarelos e vermelhos para os adversários. É a maldição das simulações, da malandragem tosca.

O misterioso Hulk

Afinal de contas, o que tem Hulk? Após o empate com os mexicanos era evidente a contrariedade do atacante, que garantiu em várias entrevistas que poderia ter jogado. Mas como? Na estreia, com dores, não viu a bola.

Sinal dos tempos

Scolari, Bernard e Marcelo disseram que o empate com o México não foi mau resultado e que a principal preocupação era mesmo não perder. Em termos matemáticos, estão certos. Mas pensar que o Brasil agora considera bom empatar com os mexicanos dói...

Coerente

Nosso futebol está tão descolorido quanto os estilosos topetes de Neymar e Daniel Alves...

1043 visitas - Fonte: O Globo


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