Investida do Bom Senso consegue adiar votação da Lei de Responsabilidade

5/8/2014 17:55

Investida do Bom Senso consegue adiar votação da Lei de Responsabilidade

Jogadores conseguem que negociação do teor do projeto com governo seja estendido

Investida do Bom Senso consegue adiar votação da Lei de Responsabilidade
Bom Senso F.C. foi a Brasília (Foto: Reprodução/ Facebook)


Insatisfeito com o teor atual da Lei de Responsabilidade do Esporte, o Bom Senso F.C. enviou uma "força-tarefa" à Brasília e conseguiu o objetivo de evitar a votação na Câmara - a toque de caixa, como queriam a bancada da bola e os clubes - do projeto que parcela as dívidas das agremiações com a União. Agora, a apreciação deve ocorrer só em setembro.

Se um grupo de jogadores passou cerca de três horas com os deputados Romário (PSB-RJ) e Otávio Leite (PSDB-RJ) para apresentá-los as emendas requisitadas ao texto, outra parte sentou-se com o secretário de Futebol do Ministério do Esporte, Toninho Nascimento, além de representantes da Casa Civil, Advocacia-Geral da União e presidência, para negociar a inclusão de pontos defendidos pelos atletas, a fim de evitar que entre em vigor uma lei que na visão do Bom Senso é frouxa no controle do compromisso dos clubes em manter as contas em dia durante o ano todo.

O governo entrou em acordo com o Bom Senso para avaliar a viabilidade das propostas e enviar um parecer sobre elas no começo da próxima semana. A partir de então, em cerca de 15 dias, a análise será repassada ao clubes.

- Vamos dizer a eles o que é mais simples ou inteligente a se fazer. No fim da outra semana vamos sentar - governo, clubes e Bom Senso - para achar um denominador comum - explicou ao LANCE!Net Toninho Nascimento.

Mesmo com a ida do Bom Senso a Brasília, a expectativa é que as lideranças dos partidos entrem em acordo para que os deputados aprovem na sessão desta terça-feira, que ainda está em curso, a urgência da aprovação da Lei de Responsabilidade para que, com as arestas aparadas entre as partes interessadas, o projeto possa ser votado antes da eleição.

- A ideia é aprovar logo a urgência, porque o futebol brasileiro precisa - completou Toninho.

Quem não gostou do adiamento foi o deputado Otávio Leite, autor do substitutivo ao projeto original do Proforte.

- Isso vai permitir que os clubes saiam de uma situação caótica do ponto de vista financeiro. O 7 a 1 parece que não funcionou para o governo brasileiro. Era hora de colocarmos em votação, apresentar o projeto em plenário e os deputados colocassem emendas. Debatemos hoje mesmo com o Bom Senso durante três horas, várias ideias apareceram. Com a soberania do plenário, colocaríamos um ponto final em um tema que a sociedade clama. Vamos permanecer com essa estratégia de organização futebolística que nos levou ao fracasso? A equação sugerida do ponto de vista financeiro e tributário é perfeita. Falta o governo colocar sua base para debater e discutir. Como relator, lamento, porque é fruto de profunda discussões. Se não conseguirmos votar agora, vamos votar o mais breve possível - afirmou o parlamentar, durante a sessão da Câmara desta terça.


840 visitas - Fonte: Lancenet


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