8/8/2014 11:52
Dono do Orlando tentou ajudar, mas agora só torce por recuperação do Fla
Carioca da gema e flamenguista de coração, empresário Flavio Augusto da Silva até pensou em repassar Kaká ao Rubro-Negro e sonhou com o agora santista Robinho
Flavio (à esq.) 'trocou' a massa rubro-negra pelos Lions (Foto: Reprodução/ Twitter)
Quando ainda dividia o tempo da infância e da adolescência no bairro Jabour, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, entre as brincadeiras com pipa, o futebol de rua e o caos do transporte público para estudar, Flavio Augusto da Silva se encantou por Zico e companhia no Flamengo. Anos depois, já como um dos empresários mais bem sucedidos do Brasil, tentou ajudar o time do coração, mas pode apenas torcer de longe pela recuperação rubro-negra.
Flavio foi o responsável por tirar Kaká do Milan (ITA) e fazer o craque assinar contrato de três temporadas com o Orlando City, que disputará a Major League Soccer a partir do ano que vem. Antes de confirmar o empréstimo do meia ao São Paulo até o fim desta temporada, porém, ele cogitou dar um 'presente' aos flamenguistas, mas o plano não saiu do papel. Depois, sonhou com Robinho, que acabou emprestado pelo Milan direto ao Santos.
- Eu respeito a decisão do atleta. E, no caso do Kaká, ele desde o início de nossa negociação me disse que se jogasse no Brasil seria no São Paulo. Apenas respeitei a sua decisão. Com o Robinho, assim como foi com o Kaká, respeitaria a vontade dele e acredito que a vontade dele seria o Santos. Chegamos a conversar com o Milan (ITA), com os representantes do jogador e enviamos até proposta - contou ao LANCE!Net.
Enquanto se aproximou do São Paulo nas negociações envolvendo Kaká e estuda até criar parceria com o clube do Morumbi, Flavio Augusto da Silva segue vendo o Flamengo à distância. Da cadeira mais alta da diretoria do Orlando City, um potencial rico do futebol, torce para que o time da Gávea deixe a crise financeira e no futebol para trás o mais rápido possível.
- Sou um torcedor do Flamengo que deseja ver o time brilhando como me acostumei a ver desde a década de 1980, quando me entendo por gente. No momento, o clube passa por uma reestruturação financeira necessária e enfrenta um grande desafio dentro de campo. E eu desejo que seja rapidamente superado - apostou.
Conheça mais sobre a vida de Flavio Augusto da Silva:
Hoje você é visto como um dos empresários mais bem sucedidos do Brasil, mas qual sua origem?
Eu nasci numa família de classe média-baixa, criado na zona oeste do Rio de Janeiro, uma das regiões mais pobres da cidade. Tive uma infância normal no Bairro Jabour, que fica entre Bangu e Santíssimo, onde soltava pipa e jogava futebol na rua, usando um par de chinelos para marcar o gol. A partir dos 13 anos de idade, utilizava ônibus e trens lotados por quase quatro horas todos os dias para ir e voltar do colégio que estudava em Madureira.
Já tinha o sonho de ser empresário, de abrir uma escola de idiomas ou de ter um clube?
Nunca planejei me tornar um empresário e, tampouco, o dono de um clube de futebol. Isso, para minha realidade na época, poderia ser considerado um delírio, muito mais do que um sonho inatingível.
Quando deixou de ser delírio para ser algo mais palpável?
Aos 19 anos, comecei a trabalhar como vendedor numa escola de inglês, onde por quatro anos tive grande identificação com a atividade de relações humanas e tive bastante sucesso chegando a um alto posto dentro desta companhia. Em 1995, fundei a minha própria empresa no mesmo setor que, em 18 anos, tornou-se uma das maiores redes de ensino de idiomas, presente em 6 países e com quase 10 mil funcionários.
Quais foram as maiores dificuldades para o sucesso?
A maior dificuldade é não sucumbir às barreiras sociais no início de sua vida e acreditar que você não nasceu para sonhos maiores. Vejo muitos com muito potencial que, diante dessas barreiras enormes, abrem mão de projetos mais ousados.
E as negociações com o São Paulo pelo Kaká?
Quando soubemos que contrataríamos o Kaká, nós deixamos bem claro que a escolha seria dele sobre o destino. O local preferido dele era o São Paulo e ele escolheu imediatamente ficar lá esses seis meses antes de se apresentar ao Orlando City em 2015.
Como foram as conversas com o São Paulo e o jogador? A postura do presidente Carlos Miguel Aidar (revelar o acordo antes da hora) incomodou?
O primeiro contato foi feio pelo pai do Kaká, o seu Bosco, que marcou uma reunião comigo. Aí negociamos os termos desse empréstimo ao São Paulo. Aconteceram coisas normais durante a negociação, principalmente euforia e expectativa.
No São Paulo, fala-se muito na criação de uma parceria com o Orlando City. É possível?
Sim, é possível. Estudamos parcerias com muitos clubes. Recentemente (início de junho), fechamos um acordo com o Benfica também.
1441 visitas - Fonte: LanceNet!
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