Jogador Luiz Antônio, do Flamengo, será chamado para prestar depoimento -
Gilvan de Souza / Divulgação
RIO - O jogador Luiz Antônio, que atua pelo Flamengo será convocado pelo delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Alexandre Capote, para prestar depoimento no inquérito que apura a atuação de uma milícia em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. De acordo com as investigações, o jogador participava de festas e churrascos feitos pelo grupo de milicianos e teria presenteado o homem apontado como o chefe da milícia com um carro da marca Ford Edge.
Em
reportagem exibida no domingo pelo Fantástico, da TV Globo, um ex-integrante da milícia deu detalhes de como funcionava a quadrilha. Ele contou sobre a presença do jogador em churrascos realizados nos fins de semana, com direito a "muita mulher" e "cerveja". Segundo a polícia, após presenter o chefe da milícia com um carro, ele teria ainda registrado o roubo do veículo em uma delegacia para poder receber o dinheiro de seguro. O ex-integrante da milícia disse ainda que artistas famosos também frequentam os churrascos, realizados às sextas-feiras e aos sábados. O depoimento revela ainda que o grupo possui um forte arsenal e os homicídios recorrentes.
Na quinta-feira,
21 pessoas foram presas numa megaoperação da Polícia Cívil para desarticular uma das maiores e mais antigas milícias do Rio. A quadrilha, segundo investigadores, faturava R$ 1 milhão por mês cobrando taxas sobre serviços públicos e vendendo e alugando imóveis, de forma irregular, em seis condomínios do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida na Zona Oeste. Seus integrantes controlavam um total de 1.600 apartamentos e exerciam poder sobre cerca de 5 mil moradores.
Na chamada Operação Tentáculos, que envolveu 350 agentes e contou com 27 mandados de prisão e 90 de busca e apreensão, foram recolhidos documentos, armas, munição e veículos de luxo. Entre os presos estão o subtenente da Polícia Militar João Henrique Barreto, conhecido como Cachorrão, lotado no 40º BPM (Campo Grande), o policial civil da 42ª DP (Recreio) Alexandre Antunes e Ademir Horácio de Lima, síndico do Condomínio Ferrara, na Estrada dos Caboclos, em Campo Grande, apontado como um dos principais responsáveis pela arrecadação de dinheiro para a milícia.
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