Eduardo da Silva faz, de cabeça, o gol da vitória do Flamengo sobre o Sport, no último domingo (Foto: André Durão)
O ditado prega seriedade: "Bola para o mato que o jogo é de campeonato". No Flamengo que disputa o Brasileirão, a frase merece uma adaptação que remete a desespero ou, no mínimo, falta de criatividade: "Bola para o alto que o jogo...". E praticamente só assim, pelas alturas, o Rubro-Negro tem conseguido superar as defesas adversárias na competição. Com um meio-campo improdutivo nas 14 primeiras rodadas, a equipe fez de cabeça seis dos nove gols na competição. Os cinco últimos, por sinal, foram todos em jogadas aéreas.
O último gol marcado com o pé pelo Flamengo aconteceu no longínquo 4 de maio, diante do Palmeiras, na terceira rodada, quando Alecsandro concluiu da entrada da área linda jogada de Wallace. De lá para cá, a bola aérea passou a ser a principal alternativa rubro-negra, principalmente pelo lado esquerdo. Deste setor do campo vieram os cruzamentos para os últimos cinco tentos em nove jogos no Brasileirão.
A carência de jogadas pelo centro parece ter sido identificada também pelos jogadores, que invariavelmente buscam abrir as jogadas para as bandas do campo. O Flamengo é o terceiro time que mais se aventura pela direita, com 44 cruzamentos; e quarto na esquerda, com 43 bolas alçadas na área. Não parece o bastante, uma vez que o Rubro-Negro é um dos que menos finalizam no campeonato.
Com 129 tentativas, o time só não concluiu menos que o Goiás, que tem 123. Alecsandro é quem mais dá trabalho aos goleiros rivais, com 27 finalizações, sendo 11 de cabeça. Artilheiro do time na competição, com quatro gols, o atacante balançou as redes em cabeçadas em três oportunidades.
A dificuldade para criar jogadas tem sido uma das principais preocupações de Vanderlei Luxemburgo nos últimos jogos. O treinador tem promovido alterações para dar vida ao meio-campo. Primeiro, testou Lucas Mugni como meia de armação contra Botafogo e Chapecoense. Não deu certo. Depois, escalou três volantes e três atacantes de início contra o Sport. No fim, voltou com o camisa 10 argentino.
A pontaria é outro ponto que vem sendo aprimorado por Luxa. Na semana passada, um trabalho inteiro de finalização foi realizado no Ninho. Contra o Sport, porém, Magrão pouco foi importunado. Após o 1 a 0 sobre os pernambucanos, o treinador minimizou os problemas ofensivos:
- Se saísse meio (gol) já estava bom. Nesse momento, não estamos preocupados em marcar quatro gols. Se estivesse fazendo isso, eu não teria vindo para cá nem o Flamengo estaria na situação em que está. Vamos caminhar sofrendo.
Com 13 pontos, o Flamengo é o 19º colocado no Brasileirão e encara o Coritiba, lanterna, no domingo, no Couto Pereira. Caso vença, precisa torcer contra dois em seis rivais para sair da zona de rebaixamento. O Rubro-Negro pode superar Bahia, Botafogo, Figueirense, Vitória, Palmeiras e Chapecoense na rodada.
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