[COLUNA]Luxemburgo: da vocação ofensiva à casinha fechada no Fla Por Daniel Ribeiro

26/8/2014 12:33

[COLUNA]Luxemburgo: da vocação ofensiva à casinha fechada no Fla Por Daniel Ribeiro

[COLUNA]Luxemburgo: da vocação ofensiva à casinha fechada no Fla Por Daniel Ribeiro
A característica que mais tem me chamado atenção neste time comandado por Luxemburgo é a defesa. Desde que o “pofexô” foi contratado, em seis jogos, o Flamengo sofreu apenas dois gols (média de 0,33 gols por jogo). Em sete jogos sob o comando de Ney Franco, o Flamengo sofreu 13 gols, com a média de quase dois por partida. Com Jayme, no começo do campeonato, o Flamengo sofreu seis gols em quatro jogos (média de 1,5 gol por jogo).

É evidente a melhora do sistema defensivo com Luxemburgo.
O curioso é que Vanderlei sempre foi conhecido por sua vocação ofensiva. Como não se lembrar do Palmeiras de 93/94 e do “Ataque dos cem gols” , do Palmeiras de 1996, e do Cruzeiro de 2003, campeão com 100 pontos e também com mais de 100 gols marcados ?
Mas neste Flamengo de 2014, Luxemburgo encontrou um time combalido, aparentemente sem forças para reagir, com uma defesa muito vazada e que não tinha o poder ofensivo de outrora. Apesar de alguns trabalhos mal sucedidos, é inegável que Vanderlei sabe do “campo e bola”. E o diagnóstico foi imediato: O Flamengo teria que parar de sofrer tantos gols.

A primeira meta de Luxa foi “fechar a casinha” como os jogadores gostam de citar em entrevistas.

E aí também há a mão do treinador. Ele barrou Felipe, que vinha cometendo falhas e efetivou Paulo Victor, que agora joga sem a preocupação de ter que ir bem para não ser sacado do time. Na zaga, encontrou um bom zagueiro Marcelo, vindo do Volta Redonda, e que faz boa dupla com o mais experiente Wallace, que por sua vez voltou a ter um rendimento parecido com o ano de 2013, em que foi muito elogiado.

Mas Vanderlei acertou mesmo na lateral esquerda. João Paulo, sempre perseguido pela torcida e que não conseguia jogar bem, teve sua chance com a saída de André Santos do clube e Luxemburgo tratou de ter uma conversa com o lateral, passando-lhe confiança. Apesar de João Paulo estar aparecendo mais pelas assistências para gols (já são 3 nos últimos jogos), é inegável que ele acabou com a preguiça e a indolência do lado esquerdo do time, notadamente na hora de marcar.

No meio campo, Vanderlei elegeu Cáceres como “cão de guarda” e o paraguaio vem sendo importante nos desarmes, com os demais volantes se revezando e os atacantes ajudando na marcação.
Estas peças foram fundamentais na subida de produção do time na parte defensiva, que é a ênfase desta análise.

Vanderlei, teve que se adaptar ao momento de um time ao qual ele não começou, abrindo mão de seu prazer pelo ataque e dando atenção especial à defesa.

No passado, Luxa tinha como lema: “A melhor defesa é o ataque”.
Hoje, ele vê, por diversos exemplos no meio do futebol, que uma equipe que não sofre muitos gols pode chegar longe, mesmo não tendo um elenco tão qualificado (vide Once Caldas e o Chelsea, guardadas as devidas proporções na Europa).

Jogar “como time pequeno” é ruim apenas pra quem perde. A torcida do Flamengo espera a repetição do ano de 2007, onde o time ganhou vários jogos por 1 x 0 ou 2 x 1.

O time reagiu sob o comando de Joel Santana e chegou em terceiro lugar. Pergunte a qualquer rubro-negro se ele não gostou.

2413 visitas - Fonte: Torcida Flamengo


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