Marcelinho tem futuro ameaçado com a camisa do Flamengo (Foto: Etzel Espinosa / FIBA)
Um novo capítulo sobre a situação de Marcelinho será escrito nesta sexta-feira, quando a comissão técnica e a diretoria do Flamengo se reunirão para definir quais medidas serão tomadas em relação ao ala-armador, que foi afastado do time de basquete após uma "briga" com o técnico José Neto. O fato de ter ficado insatisfeito por iniciar no banco de reservas o jogo contra o Minas e uma quebra de hierarquia estão entre os motivos que levaram ao seu afastamento do jogo com o Uberlândia, realizado quinta-feira no ginásio do Tijuca.
A decisão tomada pela diretoria, que chegou a pensar na demissão do capitão rubro-negro, e comissão técnica foi comunicada aos jogadores pouco antes do jogo com o Uberlândia, que o time venceu por 91 a 58. Os adversários também foram surpreendidos e, mais do que isso, a família do jogador. Seus pais estiveram no ginásio para acompanhar o jogo, mas deixaram o local no intervalo. René Machado, pai do jogador, disse que não sabia do ocorrido.
Na comissão técnica do Flamengo ainda há a presença de outro membro da família, o seu irmão Ricardo, que também foi jogador de basquete e agora trabalha como fisioterapeuta. Visivelmente cabisbaixo, conversou com seus pais no intervalo e evitou falar sobre o assunto para não criar ainda mais problemas.
Pelo lado do Flamengo, o discurso de todos era o mesmo. O vice-presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa, o diretor executivo, Marcelo Vido, e o técnico José Neto repetiram um mantra para não polemizar a questão, mas deixando o caso aberto a especulações.
- Assuntos internos. Assuntos internos. Assuntos internos - disse Neto para cada pergunta sobre Marcelinho.
Os jogadores procuraram manter um discurso conciliador. Um destaques do jogo contra o Uberlândia, Olivinha lamentou o fato e disse que Marcelinho faz falta ao time como referência. No entanto, não emitiu opinião sobre o caso, deixando claro como foi orientado antes de entrar em quadra.
- A gente ficou sabendo aqui, antes do jogo, mas fica a cargo da diretoria e da comissão técnica, não podemos falar muito sobre o assunto. Ele é nossa referência e fez falta para o time, que se comportou bem mesmo sem o Marcelinho - comentou Olivinha.
A situação surpreendeu até mesmo os adversários, ainda que não tenha se tratado de qualquer tipo de estratégia do Flamengo. O armador Hélio, que já defendeu o clube carioca, lembrou que uma das preocupações do Uberlândia antes do início do jogo era justamente com a presença de Marcelinho em quadra.
- Não sei o que aconteceu, mas me surpreendeu. A gente faz um planejamento para o jogo e ele é um cara com o qual tem que se preocupar - explicou Hélio.
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