18/5/2015 18:32
Lista com jogadores que tiveram de se virar no gol tem Alecsandro e Caio
Expulsão ou lesão do goleiro após feitas as substituições permitidas abre espaço para heróis improváveis... ou não. Diego Souza, do Sport, é o exemplo mais recente
O meia Diego Souza, do Sport, teve que ir para o gol após a lesão do goleiro Magrão, no empate por 2 a 2 com o Flamengo, no Maracanã, pela segunda rodada do Brasileiro. O técnico Eduardo Baptista não podia colocar mais ninguém em campo, pois tinha feito as três substituições permitidas. Se não conseguiu evitar o gol de empate, marcado por Everton, pelo menos impediu a virada do time carioca. Assim como ele, outros jogadores de linha já exerceram a função, considerada por muitos a mais ingrata do futebol. Confira a lista.
ALECSANDRO
Na primeira rodada do Campeonato Carioca deste ano, o goleiro Paulo Victor, do Flamengo, saiu machucado após choque com o meia Aloísio, do Macaé, no segundo tempo. Àquela altura, o técnico Vanderlei Luxemburgo já tinha feito as três substituições. Coube então ao atacante Alecsandro, autor do gol de empate, a tarefa de proteger a meta rubro-negra. Apesar de ter se atrapalhado na hora de colocar o uniforme de goleiro, Alecgol não comprometeu e fez apenas uma defesa. A partida terminou empatada por 1 a 1.
DIEGO SOUZA
O goleiro Magrão foi obrigado a deixar a partida contra o Flamengo nesse domingo, no Maracanã, pela segunda rodada do Brasileiro, por causa de uma luxação no ombro direito. Como o técnico Eduardo Baptista já havia feito as três alterações, o meia Diego Souza teve que ir para o gol. Se não conseguiu evitar o gol marcado por Everton, pelo menos impediu a virada do time carioca. O jogo terminou empatado por 2 a 2.
RAFAEL MOURA
No ano passado, a Chapecoense goleou o Internacional por 5 a 0, na Arena Condá, pelo Campeonato Brasileiro. Quando o placar já estava 4 a 0, o goleiro Dida fez pênalti no volante Diones e foi expulso. O atacante Rafael Moura foi para a meta, mas não evitou o quinto gol da Chape, marcado pelo meia Camilo. Após o jogo, Rafael Moura desabafou: "Além de não fazer gol, agora eu levo também".
LEANDRO AMARAL
Não é sempre que um time se vê obrigado a improvisar um jogador no gol. E quando isso acontece em dois jogos seguidos? Foi o caso do Vasco no Brasileirão de 2008. Mas com algumas mudanças. O goleiro, claro, era outro. Foi Roberto que levou o cartão vermelho, já que Tiago cumpria suspensão automática. E o jogador escolhido dessa vez foi Leandro Amaral (autor do gol vascaíno), pois Edmundo havia sido substituído. As semelhanças: o placar foi o mesmo (3 a 1), e mais uma vez o atacante-goleiro não evitou o terceiro gol.
EDMUNDO
No Campeonato Brasileiro de 2008, o atacante Edmundo tomou a iniciativa de ir para o gol após o goleiro Tiago cometer pênalti no meia Guilherme na segunda etapa do jogo contra o Cruzeiro, em São Januário. Mesmo com o apoio da torcida, ele não conseguiu fazer a defesa e mostrou muito nervosismo nos lances seguintes. Inconformado com a derrota por 3 a 1 e com a campanha do time, que acabaria rebaixado, Edmundo deixou o campo chorando e afirmou o que clube era roubado em todo lugar e que não precisava passar por uma situação humilhante como aquela.
CAIO
Em 1999, o técnico Carlinhos, do Flamengo, colocou o meia Caio no lugar do atacante Rodrigo Mendes durante o segundo tempo da partida contra o Gama, pelo Brasileiro, no antigo Mané Garrincha. Era a terceira e última substituição do time. Poucos minutos depois, com a expulsão do goleiro Clemer, que defendeu uma bola fora da área com a mão, foi ele o escolhido para assumir a posição. Mesmo com um jogador a menos, o Rubro-Negro segurou o empate por 1 a 1, e Caio saiu sem levar gol.
MARCELO RAMOS
No segundo e decisivo jogo contra o San Lorenzo, válido pela semifinal da Copa Mercosul de 1998, o goleiro Paulo César, do Cruzeiro, foi expulso aos 45 minutos do segundo tempo. Coube então ao atacante Marcelo Ramos a missão de defender a meta celeste. Apesar da pressão dos donos da casa, ele teve uma atuação segura, garantindo o empate por 1 a 1 que classificou o clube para a decisão - a Raposa vencera jogo de ida em casa por 1 a 0.
PAULO SÉRGIO
Em 1993, o atacante Paulo Sérgio, do Corinthians, chamou para si a responsabilidade de ir para o gol após o goleiro Ronaldo ser expulso ao cometer pênalti no meia Raí, no clássico contra o São Paulo, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. Na ocasião, o técnico Nelsinho já tinha feito as duas substituições permitidas. Paulo Sérgio não conseguiu defender a penalidade cobrada pelo camisa 10 tricolor, mas fez boas defesas, impedindo que a derrota por 3 a 0 fosse ainda maior.
GAÚCHO
Antes de se tornar ídolo do Flamengo na década de 90, o atacante Gaúcho teve que substituir o goleiro Zetti, do Palmeiras, que se machucou justamente durante um confronto entre as duas equipes, no Maracanã, pelo Brasileiro de 1988. No tempo normal, ele não evitou o gol de Bebeto, mas na decisão por pênaltis, além de converter a sua cobrança, defendeu os chutes de Aldair e Zinho, contribuindo para a vitória do Verdão.
2780 visitas - Fonte: Globoesporte
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