3/4/2013 09:00

Charles Guerreiro dá dicas para o Fla trilhar novos rumos em 2013

Ex-jogador rubro-negro e hoje treinador do Paragominas, Guerreiro acredita no trabalho feito pela nova diretoria do Rubro-Negro em investir nas categorias de base

Charles Guerreiro dá dicas para o Fla trilhar novos rumos em 2013

Natural de Ourém, no Pará, e com passagens por Paysandu e Remo, Charles Guerreiro marcou época no Flamengo, onde, inclusive, ganhou da torcida o apelido pelo qual é conhecido até os dias atuais. Ex-lateral-direito do time rubro-negro, ele ajudou a equipe da Gávea a conquistar o Brasil, em 1992, e, conhecedor do futebol paraense, dá dicas de como os comandados de Jorginho podem sair de campo vitoriosos hoje.

Charles Guerreiro ressalta que atuar no Mangueirão não é uma missão das mais fáceis, principalmente por conta do gramado, mas pede que o Flamengo não perca suas características.

- O Remo não vive um momento muito bom. Hoje, na classificação geral do estadual, é o terceiro. Perdeu o primeiro turno para o Paysandu e a torcida protestou muito. A cobrança é grande. O campo do Mangueirão é pesado por conta das chuvas. É difícil um time chegar, se adaptar e jogar, mas o Flamengo tem tradição, está acostumado a grandes competições. O Flamengo não sabe jogar com o regulamento, sempre foi ofensivo. Tem de vir da mesma maneira. Acredito que se jogar com esta mesma característica, se classifica.

Mesmo atuando fora de casa e contra um time tradicional do Pará, ele acredita que o estádio estará divido entre as torcidas. Charles lembra ainda que, diante das dificuldades financeiras, o Remo tentará de tudo para evitar a eliminação logo na primeira partida.

- A torcida do Remo vai comparecer, mas acho que vai dividir o estádio. Até porque, onde o Flamengo vai, é sempre Flamengo. Porém, diante dessa torcida, da pressão, o Remo vai dar a vida neste jogo. Não pode e não vai querer levar esses dois gols de diferença. Tem a questão financeira também, já que o Remo precisa da renda. O futebol paraense vive um momento difícil. Acredito que o jogo vai ser complicado por estas questões, mas ainda acho que o Flamengo pode se classificar.

Para Charles Guerreiro, o apoio da torcida será fundamental para o time afastar de vez a má fase. Ele sabe que uma derrota pode deixar o clima no Rubro-Negro ainda mais pesado, mas ressalta que, com uma vitória, o time pode embalar e conseguir bons resultados nesta temporada.

- O Flamengo, mesmo estando ruim, é bom. Mesmo em crise, todo mundo quer jogar no Flamengo. Quando a torcida apoia, o mínimo que o jogador tem de fazer dentro de campo é correr. Quando você entra no estádio e vê aquela torcida apoiando, você dá a vida. A torcida tem de incentivar como sempre incentivou. Se o Flamengo perder, a crise aumenta. Mas se ganhar, ganha moral e a tendência é crescer.

Em um momento ruim dentro de campo, talvez as dicas daquele que ganhou a alcunha de "Guerreiro" possa ajudar o rubro-negro nesta primeira batalha da Copa do Brasil para, quem sabe, 2013 tomar novos rumos.


'Falta esse jogador com identificação'

Para Charles Guerreiro, falta um jogador com identificação com o clube no atual elenco do Flamengo. Segundo ele, no começo dos anos 90, quando defendeu o Rubro-Negro, o momento financeiro também não era dos melhores, mas o grupo tinha, entre outros jogadores, Júnior, que tinha uma ligação forte e fazia as vezes de ponte de ligação entre diretoria e elenco.

O ex-lateral, porém, acredita que a atual diretoria esteja fazendo corretamente, ao investir nas categorias de base, mas lamenta que hoje os jogadores que chegam ao profissional de grande clubes tão focados.

- (A diretoria) está fazendo certo, investindo na base. Mas a torcida cobra. Quer revelação, mas quer também resultado. Quando que o Flamengo perdia para time pequeno no Rio? Na minha época era 4,5... Na minha época ficamos dois, três meses sem salário, mas tinha o Júnior, que sempre conversava conosco. Tinha uma base com Djalminha, Nélio, Júnior Baiano... isso ajudou muito naquela época. Hoje jogador ganha muito bem e o jogador da base não chega com respeito a um companheiro que tem mais nome, chega pensando alto. Naquela época tinha o Júnior, hoje falta esse jogador com identificação. Jogador que vem da base não tem o mesmo compromisso como antigamente.


Ajuda de Júnior para atuar na lateral

Charles Guerreiro lembra que chegou ao Flamengo como como volante, mas acabou atuando na lateral após um conselho de Júnior, o líder daquele time rubro-negro. Ele recorda ainda que o então camisa 6 chegou a profetizar sua convocação. O ex-jogador que sua vontade em campo fez com que caísse nas graças da torcida rubro-negra.

O ex-jogador foi lembrado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para um amistoso contra a Inglaterra, em 1992. Voltou à Seleção Brasileiro em 1995, para um amistoso contra o Argentina.

- Cheguei ao Flamengo como volante. Depois, o Vanderlei (Luxemburgo) conversou comigo e o Júnior virou e disse: "Charles, aqui na lateral você vai chegar à Seleção" e fui para a lateral. Acabei conquistando a torcida, que me deu esse apelido de Guerreiro. Virou uma marca registrada. Vivi um momento muito bom no Flamengo, acabei fazendo história. Foram quatro anos muito bons - disse.


Hoje, Charles é treinador

Cria das categorias de base do Paysandu, Charles Guerreiro aposentou-se em 2002, defendendo as cores do Remo. Pouco depois, iniciou sua carreira como treinador no próprio Remo, após convite de Tita (ex-jogador de Flamengo e Vasco), para ser seu auxiliar. Hoje, Charles comanda o time do Paragominas, time do interior do estado. No próximo domingo, o time vai disputar a semifinal da Taça Estado do Pará contra o Tuna Luso. Remo e Paysandu fazem a outra semifinal.

- Quando a gente para, fica meio perdido no que fazer. Comecei então a fazer os cursos para treinador no Rio e participei de quase todos os fóruns de futebol. Comecei como auxiliar aqui no Pará, quando o Tita me chamou para ser auxiliar dele no Remo. Depois, ele saiu e eu fiquei.
Charles já foi treinador também no Rio de Janeiro, quando esteve à frente do Cardoso Moreira, no Estadual de 2008. Como técnico, ele já conquistou o Campeonato Paraense de 2007, pelo Remo, de 2010, pelo Paysandu, e de 2011 pelo Independente, onde também levantou a Taça Estado do Pará.
MEMÓRIA

- Chegada ao Flamengo

Cria das categorias de base do Paysandu, Charles Guerreiro chegou ao Flamengo em 1991, após boa passagem pelo Guarani

- Conquistas

No Rubro-Negro, Chalés Guerreiro esteve presentes em títulos como o Campeonato Brasileiro de 1992 e o Carioca de 1991 e Taça Guanabara de 1995. Foram 251 jogos com a camisa do Flamengo.

- Seleção Brasileira

Com as boas atuações pela Flamengo, acabou lembrado por Carlos Alberto Parreira, então técnico da Seleção Brasileira, para um amistoso contra a Inglaterra, em 1992. Voltou a vestir a amarelinha em 1995, em amistoso contra a Argentina.

- Técnico

Charles se aposentou dos gramados em 2002, defendendo o Remo. Como treinador, começou no Ananindeua, em 2006, e teve passagens por clubes como Paysandu e Remo. Atualmente, treina o Paragominas, time do interior do estado.

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