Samir e César no chão após o Flamengo sofrer mais um gol de bola aérea no Brasileirão (Foto: André Durão)
Cruzamento de Nenê, gol de cabeça Rafael Silva. As peças até mudam, mas a conclusão é um filme - de terror - repetido no Flamengo. As jogadas aéreas se tornaram um verdadeiro calcanhar de Aquiles do Rubro-Negro na temporada. Finalizações desse tipo respondem por 34% dos 29 gols que o time sofreu neste Campeonato Brasileiro. Se o dado for estendido para a Copa do Brasil, onde foi eliminado justamente em um lance de jogada aérea, o índice sobe para 50%. (No vídeo acima os gols de cabeça sofridos pelo Fla)
No início do Brasileirão, gols sofridos pelo alto não chegavam a ser um problema digno de nota no Flamengo. Até a 16ª rodada, o time havia levado apenas três gols em jogadas como essa. Entretanto, de sete jogos para cá - incluindo a partida da eliminação da Copa do Brasil pelo Vasco - as falhas em bolas aéreas se tornaram crônicas. Foram oito gols sofridos desse jeito nesse período.
- Não pude fazer muito treinamento disso. E isso nem é questão de treino, é de atitude - criticou Oswaldo de Oliveira após a eliminação da Copa do Brasil justamente em um lance de bola aérea.
Em duas oportunidades no Brasileirão, o Flamengo chegou a levar mais de um gol em jogadas pelo alto na mesma partida. Foram as piores partidas do Rubro-Negro nesse sentido. Em ambas, César estava no gol. Aliás, mesmo com o número consideravelmente menor de atuações, ele sofreu mais gols em bolas aéreas que o titular da posição. Foram sete de César, enquanto Paulo Victor ficou com cinco na conta. No ranking de falhas individuais, destaque para Samir, que falhou em três. Em duas delas, marcou contra. César Martins, Wallace e Pará falharam duas vezes e completam a lista. Os chamados apagões respondem por três gols sofridos.
- Não é um problemão. No futebol não só brasileiro, mas mundial, um jogo pode se transformar em uma bola parada. Um cruzamento pode decidir um jogo, como decidiu contra o Vasco. Foi uma falta de atenção nossa. Mas isso também não é coisa para se preocupar muito. A gente tem confiança, tem time, elenco, jogadores bons. Senão ninguém estaria no Flamengo. A gente tem que se concentrar um pouco mais, tem que acertar conversando, falando. Tenho certeza que a partir do próximo jogo isso não será problema - disse César Martins, que figura na lista de falhas.
Alto índice de gols dentro da pequena área
Os gols de bola aérea por si só já escancaram os problemas defensivos de uma equipe. Porém, além dos números ruins por natureza, dos 10 gols sofridos dessa natureza no Brasileirão, cinco deles, ou seja metade, foram de finalizações dentro da pequena área.
Jayme deixou de treinar setor defensivo
Em abril, quando retornou ao Flamengo sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, Jayme de Almeida era o responsável pelo trabalho específico com o setor defensivo. Porém, após a saída de Luxa, o auxiliar deixou de comandar essa função. Na era Cristóvão Borges, o próprio técnico assumiu a responsabilidade. Com Oswaldo de Oliveira, porém, ainda não há uma definição.
Comentários do Facebook -