Jorge após treino da seleção olímpico em estádio em Le Mans (Foto: Felipe Schmidt)
Jorge soube esperar. Mesmo quando era uma das principais promessas da base do Flamengo, via outros companheiros sendo chamados para a seleção brasileira, mas não recebia a mesma chance. No Rubro-Negro, chegou a ser a quinta opção da lateral esquerda, atrás de Anderson Pico, Armero, Pará e Thalysson. Mas, com a mesma tranquilidade que mostra em campo, o garoto não se desesperou. E, quando teve as chances que aguardava, aproveitou.
Atualmente, Jorge é o titular da lateral esquerda do Flamengo, à frente do experiente Armero. Para isso, colaborou muito seu desempenho no Mundial Sub-20, quando foi um dos destaques da seleção brasileira, vice-campeã. Na Nova Zelândia, disputou seus primeiros jogos com a camisa amarelinha – sua convocação de estreia havia sido em abril, para um período de treinos na Áustria.
- Aquela convocação me pegou de surpresa mesmo, porque eu podia até esperar, mas não tanto. Eu via todo mundo sendo convocado, e eu treinando forte, sabendo que um dia ia chegar minha oportunidade. Nunca deixei cair. Fui da melhor forma possível, aproveitei. Agora, estou aqui (na seleção olímpica). Pretendo trabalhar forte no clube para poder voltar sempre para cá.
Curiosamente, foi o desempenho de Jorge no Mundial que abriu os olhos do Flamengo. Quando voltou, o lateral foi efetivado na equipe profissional e sentiu que era visto de forma diferente. Recentemente, ao ser convocado para a seleção olímpica, foi pivô de um impasse: o Rubro-Negro chiou e tentou a liberação do garoto. Nada feito, mas justo. Depois de tanto esperar, é a vez de o jogador aproveitar.
Jogador deve ser reserva no amistoso contra a França, nesta terça-feira (Foto: Felipe Schmidt)
Confira a entrevista na íntegra:
GLOBOESPORTE.COM: Quando o ano começou, você imaginava que ia chegar ao Mundial Sub-20 e à titularidade no Flamengo?
Jorge: Imaginava, porque eu venho treinando desde pequenininho, me dedicando. Eu já imaginava que daria certo um dia, e esse dia chegou, praticamente. Estou aproveitando da melhor forma. Fico feliz pela oportunidade que estou tendo no Flamengo. Graças a Deus, estou titular hoje num clube tão grande e tão conhecido mundialmente. É sempre bom estar presente no Flamengo. Daqui para frente é pensar em pegar uma (seleção) principal e estar jogando no Flamengo sempre.
Sua primeira convocação para a seleção brasileira foi em abril deste ano, para um período de treinos da Áustria. Você esperava naquele momento?
Aquela convocação me pegou de surpresa mesmo, porque eu podia até esperar, mas não tanto. Eu via todo mundo sendo convocado, e eu treinando forte, sabendo que um dia ia chegar minha oportunidade. Nunca deixei cair. Fui da melhor forma possível, aproveitei. Agora, estou aqui (na seleção olímpica). Pretendo trabalhar forte no clube para poder voltar sempre para cá.
Jorge comemora gol contra Senegal no Mundial Sub-20: divisor de águas para o jovem (Foto: Getty Images)
O que mudou em você depois do Mundial?
Evoluí muito em amadurecimento. Aprendi muito com as coisas, com a pressão de jogo, que na seleção você tem que estar sempre bem. É sempre bom voltar aqui. Aprendi muito no Mundial. Foi uma experiência muito boa.
Você sentiu que depois do Mundial foi visto de forma diferente no Flamengo?
É, com certeza. O que falaram para mim depois do Mundial foi que iam me olhar diferente. Cheguei lá e me efetivaram no profissional, me falaram que eu ia ter minha chance. Aproveitei e estou até agora sem sair do time.
Lateral em treino pelo Flamengo: titular em boa
E você estreou num momento complicado, num jogo fora de casa contra o Joinville, após derrota para o Vasco.
Foi um jogo muito difícil, com a pressão que o time estava... O Flamengo vive disso, pressão, mas a pressão daquele jogo estava de doer mesmo. Tínhamos perdido para o Vasco, estávamos de cabeça quente. Se perdêssemos para o Joinville ia ser pior para a gente. Graças a Deus, entrei bem, e o time ganhou.
Você diz que estava de cabeça quente, mas mostrou tranquilidade em campo.
Isso é de mim. Venho treinando forte essa tranquilidade para jogar. Busco estar sempre concentrado para poder dar tudo certo naquele setor (lateral esquerda), que é muito difícil de jogar.
Depois, antes de um jogo com o Vasco, você deu uma entrevista diferente, falando de guerra contra o rival. Muitas pessoas criticaram essa postura. O que você achou?
Não me arrependo de nada do que falei. Flamengo x Vasco todo mundo sabe, é guerra. Em nenhum momento falei mal de torcedor, de time. Falei que é guerra, que a gente ia tentar entrar com tudo para poder vencer. Eles foram felizes, e estão seguindo na Copa do Brasil. A gente está seguindo no Brasileiro, em busca do G-4. É sempre bom estar ali em cima. Para mim, que estou chegando, buscar Libertadores é um sonho.
E já imagina jogar as Olimpíadas no ano que vem?
Sempre pensei em Seleção. No momento que cheguei no profissional e comecei a jogar, sempre pensei em voltar para cá. Tive a oportunidade de estar na olímpica, agora é chegar lá (no Flamengo), trabalhar da mesma forma para poder voltar.
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