Sósia de 'Amaral Coveiro' virou herói do Fla em final, mas foi cornetado pela esposa

18/9/2015 08:50

Sósia de 'Amaral Coveiro' virou herói do Fla em final, mas foi cornetado pela esposa

Amaral marcou seu único gol pelo Flamengo na final da Copa do Brasil

Sósia de Amaral Coveiro virou herói do Fla em final, mas foi cornetado pela esposa
GAZETA PRESS

O volante Amaral fez apenas um gol em sua passagem com a camisa do Flamengo, mas foi o suficiente para ser lembrado com carinho pelo torcedor. Isso porque ele balançou as redes na primeira partida da final da Copa do Brasil diante do Atlético-PR, com uma bomba indefensável de fora da área.

Com o empate por 1 a 1, o time carioca levou boa vantagem para o Maracanã e venceu por 3 a 1, conquistando pela terceira vez a competição. O cão de guarda do técnico Jayme de Almeida garante: previu o momento mais importante da carreira.

"Tudo começou quando botei aquele cabelo invocado com as trancinhas antes da partida e os caras falavam assim: 'Em nome de Jesus, finalmente vai sair esse gol (risos)'. Eu respondi: 'Só faço gol em momento importante (risos)'. Daí os caras riram muito da minha cara: ‘Mentira, você nunca fez um gol na carreira (risos)'. Eu rebatia: 'Vocês vão ver, vai sair em Curitiba'", contou aos risos o jogador, atualmente no Vitória, ao ESPN.com.br.

Ele tinha marcado apenas uma vez com a camisa do Quissamã, o que gerava expectativas até mesmo dentro de sua casa. "Minha esposa perguntava pra mim assim: 'Amor, como vai ser a sua comemoração quando fizer um gol?'. Eu disse: 'Vou fazer uma fera para você (risos)'", relembrou.

Quando a decisão começou a história foi bem diferente, o Flamengo perdia por 1 a 0 até os 29 minutos do primeiro tempo, quando o volante carregou a bola até entrada da área e soltou um foguete no ângulo de Wéverton.

"Na hora do gol a adrenalina estava tão alta que eu só olhava para a cara de todo mundo, acabei imitando o pitbull e a torcida do Flamengo me abraçou (risos)". Só que ele esqueceu apenas de um detalhe...

"Chegando em casa foi aquela felicidade, só que a minha esposa me cobrou: ‘Você não ia fazer um gol pra mim, por que você imitou um cachorro?'. Eu prometi que no próximo seria para ela, só que ela está esperando até agora (risos)", afirmou.

Apesar da pequena 'cornetada' da esposa, ele jamais vai esquecer da pintura e aproveitou para tirar um sarro do centroavante do time.

"Ninguém tira isso de mim, foi muito especial, mas eu só chuto em momento decisivo e na hora certa, não gasto meu chute à toa (risos). O Hernane Brocador estava numa fase espetacular, mas era um dos que mais pegava no meu pé. Imagina o quanto eu sacaneei com ele depois daquele golaço? (risos)", recordou.

Ele construía antes de destruir

Maurício Azevedo Alves carega um apelido famoso graças a outro jogador de futebol. Tudo porque o professor de uma escolinha viu uma certa semelhança do menino de 10 anos com o volante revelado pelo Palmeiras que trabalhava coveiro, ou melhor, agente funerário segundo as palavras do próprio ex-jogador.

"Carrego esse nome com muita honra e dedicação, já que temos até a mesma a função. Modéstia à parte, eu sou muito mais bonito que ele (risos). Na minha cidade, Rio das Ostras-RJ, não me conhecem com Maurício, é só Amaral", disse.

O meio de campo rodou bastante até virar um jogador profissional, passou na base do Vasco, Friburguense e Americano. Como as coisas não davam certo, ele foi trabalhar com o tio na construção civil. As lembranças, porém, não são das melhores.

"Ainda bem que eu era servente, porque se fosse pedreiro ia derrubar a casa dos outros (risos). Como atuo de volante, sou muito melhor destruindo do que construindo (risos). Acordava cedo pra caramba, uma vez na hora do almoço e me bateu uma ‘nhaca' danada e fui tirar aquele cochilo", relembrou.

"Vi uma lona e uns sacos e fiz minha cama ali mesmo, fui acordar mais de ter horas da tarde , porque os caras me procuraram e uma hora foram pegar um saco de cimento, só que eu estava lá deitado (risos). Meu tio me deu um puta esporro, até hoje ele só me liga para fazer cobrança, principalmente de gol, quer que eu faça outro que nem o da Copa do Brasil, estou lascado (risos)", divertiu-se.

Após a experiência mal-sucedida foi trabalhar como entregador de água mineral. Lá conheceu um vereador que o viu jogando em uma 'pelada' de firma e o levou para o Quissamã fazer um teste. Mesmo contra a sua vontade, ele passou e depois de boas atuaçães foi para o Nova Iguaçu junto com o amigo Bruno Cortêz.

Amaral quase compareceu ao enlace matrimonial do ex-lateral do São Paulo e Botafogo, realizado em uma loja de fast food. "Eu fui convidado para o casamento dele no Habib's, mas como estava concentrado não pude ir (risos)".

No time time da Baixada Fluminense chamou a atenção de vários times e acabou acertando com o Flamengo, até chegar ao Vitória. No clube baiano luta para conseguir o acesso para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

"Minha adaptação aqui foi muito boa e rápida, fui abraçado com muito carinho pelos torcedores e pela diretoria do clube, estou muito feliz", finalizou.

1695 visitas - Fonte: ESPN


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