29/10/2015 07:32
A hipocrisia do mundo do futebol
A "suspensão por tempo indeterminado" de cinco jogadores do Flamengo, com base num texto de jornal que diz que os mesmos supostamente teriam participado de uma festa na companhia de prostitutas é mais uma prova cabal da hipocrisia que impera no meio do futebol. A mim não cabe julgar o ato em si. Julgo o que o relaciona ao Flamengo.
Para começo de conversa, o que jogadores de futebol ou quaisquer outros profissionais fazem fora de horário de trabalho não é problema do empregador. Claro, há casos e casos. O jogador não pode, por exemplo, usar a camisa do clube em atos ilegais ou que denigram a imagem DO CLUBE, e não do próprio jogador. Não pode cometer qualquer ato fora da lei. O jogador tem de cumprir horários, tem de se empenhar nos treinos, tem de honrar a camisa dentro de campo. Fora dele, é um cidadão comum, com deveres, mas com direitos.
Todos os envolvidos são jovens, saudáveis e não é um ou outro desgaste excessivo, seja com bebida alcoólica ou com sexo, que os vai impedir de trabalhar no mesmo dia ou no dia seguinte. Cobri treinos de clubes e convivi com jogadores de futebol por mais de 20 anos. Até pouco tempo, havia jogadores muito mais "bandidos" do que há hoje em dia, que faziam muito mais loucuras fora de campo, mas chegavam no dia seguinte e resolviam em campo. Não custa lembrar que gente ilustre como Gérson, Crujff e Sócrates fumavam desbragadamente, no próprio clube, um hábito muito mais pernicioso para um atleta do que a prática do sexo.
O que a diretoria fez foi dar uma patética "satisfação" à torcida, alimentando a hipocrisia. Contratar bons jogadores, cobrar resultados, fiscalizar se o elenco treina com empenho, se não há os famosos "chinelinhos", acabar com as panelinhas, isso a diretoria do Flamengo não faz - até porque só pensa nas eleições de dezembro. Afasta-se um grupo por uma atividade realizada fora do horário de trabalho, e mantêm-se no elenco gente que não está jogando absolutamente nada, como César, Paulo Victor, Wallace, Samir, Canteros, Gabriel, ou que nunca jogaram nada, como Marcelo.
O pronunciamento do dirigente Fred Luz tem um dado ridículo: "... dado o que fizeram os atletas, num momento decisivo do campeonato..." Ora, ora, cartolas rubro-negros, quer dizer que no início do campeonato está liberada a esbórnia? Na pré-temporada, então, saiam da frente... Mas no momento decisivo todos devem morar no mosteiro, é isso? E mais: que momento decisivo? O Flamengo jogou fora os momentos decisivos por incompetência da comissão técnica e do elenco. A menos que o time venha promovendo orgias desde sete rodadas atrás no Brasileiro.
Até acho - é apenas uma opinião - que o comando do futebol possa estar usando o episódio também como pretexto para se livrar de alguns pesos mortos no elenco, como Pará, Paulinho, Alan Patrick e Marcelo Cirino. Se entenderem um tostão de futebol, vão tirar Éverton desse barco e reintegrá-lo ao elenco o mais rápido possível.
Que fique bem claro: não estou dizendo que o que fizeram os cinco jogadores é algum exemplo a ser seguido. Eu não faria, não recomendo que ninguém que tenha família faça. Mas cada um sabe o que faz da vida. Se o jogador não rende nem no treino, aí deve ser afastado. Se não rende no jogo, deve ser substituído e/ou virar reserva. Quem é muitíssimo bem pago para avaliar isso é o treinador. Barrar, suspender, encostar porque o profissional foi se divertir fora do trabalho é covarde, hipócrita e só demonstra como essa diretoria pode até entender de economia, finanças e marketing, mas jamais jogou bola, jamais entrou num vestiário e não sabe qual é a cor do gramado.
1706 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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O autor não identificado dessa matéria deveria dar uma olhada nas opiniões publicadas neste site por profissionais do ramo: o Fisiologista Turíbio Leite de Barros, o Psicólogo Eduardo Cillo e o especialista em marketing, Haroldo Couto, opiniões essas totalmente contrárias. Quem a publicou seria do Globoesporte.com, um site respeitável e que estranhamente vê o ocorrido sob esse prisma, com o que não concorda o signatário, nem tampouco a grande maioria dos rubro-negros, conforme pesquisa já realizada. Para nós torcedores, razão maior da existência do CRF, aquele que faz parte do elenco, no mínimo tem a obrigação de dar o exemplo, seja como atleta, seja como ser humano responsável, de comportamento condizente. Assim nascem os ÍDOLOS. Recebem eles altas quantias em seus salários astronômicos pelo DIREITO DE IMAGEM. Que imagem? Pode ficar certo sr. autor dessa matéria, o site globoesporte.com acaba de perder credibilidade de minha parte e acredito de muitos outros RUBRO-NEGROS, se é que v.sa. sabe o que é ser RUBRO-NEGRO!!!!