23/12/2012 10:03

Pelaipe usa Corinthians como exemplo para o Fla e rechaça 'oba oba' por reforços

Pelaipe usa Corinthians como exemplo para o Fla e rechaça oba oba por reforços

Paulo Pelaipe corre contra o tempo na Flamengo. E não consegue nem mesmo administrar ou contar os dias. Em pouco mais de uma semana como novo diretor do rubro-negro, o novo executivo do futebol do clube teve uma rotina intensa, chegou a acumular 18 horas de trabalho perdeu as contas do que já foi feito neste primeiro período.

"São quantos dias? Onze? Caramba, nem tinha essa noção. Confesso que não sei exatamente há quanto tempo estou aqui. Estou trabalhando tanto, em tempo integral, que nem parei para contar. Parece que já tem mais de um mês. Começo às 8h e fico até 1h, 2h da madrugada. Está bem intenso", disse Pelaipe, em conversa com o UOL Esporte no saguão do hotel onde está hospedado na Barra da Tijuca.

"Isso aqui virou meu escritório", disse o diretor, antes de atender mais um dos mais de dez telefonemas em cerca de uma hora de entrevista. E tanto trabalho tem um objetivo: corresponder às expectativas da nova diretoria e levar o Flamengo de volta ao topo do cenário do futebol.

E o diretor de futebol já sabe em quem se espelhar para isso. Pelaipe quer repetir os passos de quem já está lá no topo. O dirigente cita o Corinthians como exemplo e relembra a trajetória que, em quatro anos, tirou o time paulista da série B e o levou à conquista do título mundial.

"Os últimos anos não foram bons e o torcedor e a nova diretoria querem mudanças. Sabemos que o atual cenário só será modificado com trabalho e organização. O Corinthians é um exemplo, mostrou isso e precisa ser seguido. Em quatro anos, eles saíram da série B e foram campeões do mundo com estes ingredientes. O Flamengo tem o mesmo tamanho, a mesma força e o nosso trabalho é para conseguir isso também", salientou Pelaipe.

E trabalho é a única coisa que o diretor pode prometer para torcida do Flamengo neste momento. Mesmo com os anseios da torcida por grandes reforços para o time que não fez uma temporada, ele não quer saber de "oba oba" e mantém os pés no chão quando o assunto é a montagem da equipe para 2013.

"Só posso prometer muito trabalho e dedicação, mas nada de oba-oba por contratações. A coisa mais importante no momento é ter os pés no chão e não iludir o torcedor. Não vamos prejudicar o clube. Não adianta trazer um jogador caro que não teremos como pagar. A bolha estoura lá na frente", dise Pelaipe, que já começou a se acostumar com a pressão por ser diretor daquele que chama de maior clube do Brasil.

"Estou aprendendo que tudo no Flamengo tem uma dimensão cinco, dez vezes maior. A responsabilidade é muito grande. Entro no restaurante e o garçom vem falar, as pessoas na rua também comentam. Todo mundo quer ver uma mudança no Flamengo. Temos que dar essa resposta. É o maior clube do Brasil. E a torcida precisa ter um time desse porte também. Essa grandeza não pode ser problema pela pressão, mas solução. Temos que usar isso para crescer, fazer o Flamengo alcançar o topo do futebol novamente", reforçou o discurso.

E a pressão chega para Pelaipe logo nas primeira horas do dia. Assim que acorda, o dirigente deixa o hotel, na beira da praia da Barra da Tijuca, e vai dar sua caminhada sagrada. O objetivo é relaxar e esquecer um pouco do trabalho, mas o cartola não consegue.

"A rotina é desgastante, mas eu não abro mão da minha caminhada. Ando pelo menos uma hora por dia aqui na beira da praia. Mas até nestes momentos eu estou pensando no Flamengo, no nosso planejamento. É o tempo inteiro, o dia todo. Precisamos resolver logo as coisas", disse o preocupado diretor de futebol.

Zico ausente

E mesmo sem estar sozinho - trabalha com o auxílio do vice de futebol Wallim Vasconcellos -, Pelaipe ainda não conta com aquele que deve ser um dos nomes fortes do futebol rubro-negro para os próximos três anos. O ídolo Zico, que participou ativamente da eleição do presidente Eduardo Bandeira de Mello, ainda está ausente nesta transição do comando do futebol.

"Ainda não tivemos nenhum contato com o Zico. Ele ainda não participou diretamente deste planejamento inicial. É claro que ele será ouvido, como foi falado durante a campanha, mas ainda está longe. Estou até querendo ir no Jogo das Estrelas [dia 27, no Morumbi] para ter um primeiro contato"

E enquanto Zico não se apresenta para o serviço, Pelaipe é quem dá as cartas no departamento. O diretor fez questão de ressaltar o seu comando e disse que servirá também como uma proteção para que os problemas não cheguem em outros integrantes.

"Meu espaço é todo no futebol do Flamengo. Quem manda sou eu. Gerentes e supervisores terão suas atividades, mas todos serão subordinados a mim. Gosto de centralizar isso até para impor uma disciplina. Isso é fundamental para o sucesso. Falo grosso, brigo, tento acertar... mas tudo dentro do vestiário. Não vou expor ninguém fora dali. E vou servir como um guarda-chuva para proteger o departamento de futebol", encerrou o novo diretor do Flamengo, mostrando como pretende trabalhar no comando do futebol do clube.

2841 visitas - Fonte: Uol


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