Com dois anos de contrato com o Fla, Cirino tem permanência incerta (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Maior contratação do Flamengo no primeiro semestre de 2015 e favorito a ocupar o lugar de novo ídolo do clube, Marcelo Cirino caiu em desgraça com a torcida após apresentações ruins e o episódio do "Bonde da Stella", onde foi visto com outros quatro jogadores em uma festa pouco depois do treino da manhã de uma terça-feira. No meio disso, o jogador sofreu uma lesão no joelho e precisou passar por uma artroscopia. Com contrato por mais duas temporadas, a pergunta que se faz é: Cirino tem ou não clima para continuar no clube?
Para seu empresário Pablo Miranda será essa resposta que decidirá o futuro de seu cliente. Insatisfeito com a condução do caso extracampo e com sondagens de outros clubes do Brasil e alguns do exterior, cobrou um posicionamento dos diretores e admite que o caso pode se arrastar.
- Marcelo ainda tem uma novela pela frente. Tem contrato por mais dois anos, muitas sondagens do Brasil e menos do exterior, ainda mais depois do que foi feito com ele. O mercado percebeu o afastamento dele numa possibilidade de ficar disponível. É uma situação difícil, pois envolve o fundo de investimento, o Flamengo, o Atlético-PR e o jogador. Não sabemos como as coisas vão ser conduzidas. Esse episódio atrapalhou muito. Não é que ele não queira ficar, no futebol, não tem querer. Ele é profissional, está num grande clube, mas tem que ver se tem clima para o Marcelo ficar no Flamengo - declarou à reportagem do GloboEsporte.com.
Sem querer "colocar mais lenha na fogueira", Pablo subiu o tom apenas para falar daquele que não lembrava o nome, mas que fez declarações pesadas contra os jogadores. Trata-se de Gerson Biscotto, vice-presidente de futebol, que afirmou que muita coisa vai mudar para 2016. Em declaração polêmica, o empresário chamou a atitude do dirigente de hipócrita.
- Vejo o vice-presidente de futebol, nem sei se é isso que ele é, não lembro o nome dele, falando que está muito puto com os jogadores, indignado. Essa postura dele acaba trazendo consequências com a torcida e com a imprensa. Fala deles (dos cinco) como se eles fossem da noitada, de bebidas, como se fossem do alcoólatras anônimos (AA). Situação que beira a hipocrisia. Se fosse isso, metade dos jogadores do Brasil deveria estar afastado.
Atacante fez parte do grupo de jogadores chamado de "Bonde da Stella" (Foto: Reprodução/Twitter)
Constrangido por tudo o que aconteceu, Marcelo Cirino preferiu cuidar de sua recuperação do joelho (voltou aos campos na derrota do último domingo para o Atlético-PR) e nos detalhes de seu casamento, em dezembro. Porém, mesmo calado, o atacante não gostou da forma como foi tratado.
- Não ficou satisfeito de como as coisas foram conduzidas. A verdade é que ninguém do Flamengo procurou falar que o Marcelo tratou de manhã e de tarde e estava com a mulher dele às 17h30m. A ida dele (festa) não comprometeu em nada o trabalho dele. Acabou entrando na mesma barca que todo mundo.
As eleições do próximo dia 7 de dezembro não devem interferir no futuro de Cirino. Todas as partes deverão sentar para conversar, independentemente de quem seja o presidente. Mas seu empresário dá a entender sua preferência.
- Não tem a ver com a diretoria, tem a ver com a imprensa, com a torcida. Na minha visão, falo por mim como gestor e não pelo Marcelo, depois dessa situação, ficou muito difícil para o Marcelo continuar.
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