As especulações sobre o futuro do Maracanã seguem agitando os bastidores do futebol carioca. As informações que surgem é que o Consórcio Maracanã S.A. (formado pelas empresas Odebrecht, IMX e AEG) ?está cada vez mais próximo de abandonar a gestão do estádio - o Maracanã foi deficitário nos três primeiros anos de operação. O fato é que, neste momento, sabe-se muito pouco sobre quem estará no comando do estádio após os Jogos Olímpicos.
O Comitê Olímpico Internacional fica com principal palco do futebol brasileiro até 21 de setembro, data em que se encerram as Paralimpíadas. Contudo, o mais provável é que a administração do Maraca nem volte para o Consórcio. Dentro do Governo do Estado do Rio de Janeiro, a saída das empresas é considerada como certa
- Não trabalhamos com a hipótese de reassumir o Maracanã. Estamos trabalhando para pacificar essa situação nos próximos dias. Se o rompimento ocorrer com a Odebrecht será feito em convergência de interesses, ou seja, com todas as partes (Governo e empresa) sendo respeitadas - explica Leonardo Espíndola, secretário-chefe da Casa Civil.
O mais absurdo é que, após três anos operando no vermelho, o vínculo firmado entre o Consórcio e o Governo prevê indenização às empresas em caso de rompimento de contrato. Ou seja, depois de simplesmente não conseguir administrar o estádio com competência, as empresas - uma delas completamente afundada em investigações da Operação Lava-Jato - ainda receberão uma compensação do Estado.
Neste momento, Flamengo e Fluminense surgem como principais candidatos para assumir a gestão do Maracanã. O Vasco observa tudo de longe, e cada vez mais percebe a importância de poder contar com São Januário.
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