Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Os caminhos de lama estão com seus dias contados no Centro de Treinamento do Flamengo, reaberto essa semana. Após priorizar o investimento em equipamentos de fisiologia e preparação física no recém-inaugurado Centro de Excelência em Performance, a parte do Ninho do Urubu que ainda escancara a necessidade de intervenções ficará com uma apresentação diferente no prazo de dois a três meses, segundo informou o vice de patrimônio do clube, Alexandre Wrobel.
— A rua de tijolinho termina em dois meses, e o asfaltamento em três no máximo — garantiu o dirigente.
O asfaltamento da área de estacionamento e da rua que margeia tanto os campos como o muro de tijolinhos segue com obras a todo vapor, com maquinário pesado. A previsão é terminá-las em junho, portanto. Até lá, carros de jogadores e pedestres precisam conviver com poças de água e poeira, especialmente em dias de chuva.
Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
A prioridade, contudo, foi dar aos jogadores subsídios para uma melhor preparação no começo de temporada. A obra civil tornou-se o segundo passo. Nele, o muro de tijolinhos ganhou uma nova campanha, com cinco mil exemplares à venda por R$ 380 para sócios-torcedores.
Todo o lucro - até agora foram comprados 434 - será investido no futebol. A obra do módulo profissional definitivo, por sua vez, já tem a verba disponível, no total de R$ 12 milhões, para o CT ficar pronto até o fim do ano.
Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Além dos recursos, a diretoria fez permutas com empresas, entre elas a que cede os conteineres, para baratear a estrutura provisória que atende hoje.
A arrecadação através do programa de sócios não deve ter aumento. Pelo contrário. O clube perdeu, desde agosto do ano passado, 10 mil sócios em relação aos 70 mil que atingiu. Atualmente, ocupa a 19° colocação em um ranking mundial de clube, com 60 mil torcedores. O Corinthians é o quinto na lista que ainda incluiu o Internacional, Palmeiras, Grêmio São Paulo, Cruzeiro e Santos. O Flamengo é o oitavo colocado no Brasil.
Esses dez mil que saíram não farão falta futuramente, porque outros virão. Não são verdadeiros rubro-negros!