Guerrero diz que jogo coletivo do Flamengo o limita na função de artilheiro e indica preferência por outro esquema

17/5/2016 08:54

Guerrero diz que jogo coletivo do Flamengo o limita na função de artilheiro e indica preferência por outro esquema

Guerrero diz que jogo coletivo do Flamengo o limita na função de artilheiro e indica preferência por outro esquema
Guerrero em treino do Flamengo Foto: Gilvan de Souza / Fla Imagem

Ao esbravejar contra si próprio após mais um jogo em que o destempero chamou mais a atenção do que a falta de gols, Guerrero evitou um desabafo que, ontem, mais calmo, fez com sutileza, para explicar a sua instabilidade no Flamengo. Segundo o centroavante, o esquema adotado pelo técnico Muricy Ramalho, além das peças que formam o ataque, lhe fazem jogar menos como homem de área, já que precisa recuar para buscar tabelas e ficar longe do gol.

A explicação veio dois meses depois da última entrevista coletiva. No período, foram mais baixos do que altos. Guerrero deixou claro que com Marcelo Cirino e Alan Patrick, por exemplo, tem mais espaço e fica mais dentro da área. Na atual formação, no 4-3-3, o peruano reconhece que precisa executar outras funções para ajudar o time que o prejudicam na hora da conclusão a gol.

- Eu não jogo sozinho, não sou onze, todos jogamos e todos têm oportunidade de fazer o gol - defendeu-se.

O atacante negou que tenha xingado torcedores na saída de campo diante do Sport, sábado, quando foi substituído. E enumerou alguns motivos para as conclusões ruins. O primeiro foi a distância da área, o segundo as bolas que não alcança pois se projeta na primeira trave. Não citou nervosismo.

- Não tem nada influenciando. O professor me pede para eu jogar como centroavante. Eu tento ficar lá, esperando uma bola, ás vezes espero que vá acontecer e não é assim. Tenho que fazer meu jogo para ter mais chances de gol - reconheceu Guerrero.

Segundo ele, seu jogo na seleção peruana flui melhor pois ele tem dois meias vindo de trás, e pode revezar com eles, carregando mais a bola no meio-campo, de frente para o gol.

- Aqui tenho uma movimentação, na seleção é diferente. Quando jogo com Cirino ele gosta de bola enfiada, fico com mais espaço. Quando jogo com Alan Patrick, sei que ele vai enfiar a bola. Então não saio da área. Se não, saio para dar passes - explicou o camisa nove, que se disse feliz no Flamengo e adaptado ao Rio.

Mesmo assim, Guerrero sabe que está devendo, mas não classifica a fase atual. Com postura séria e profissional, só prometeu mais empenho. Gols, ainda não.

- Não classifico, sei que estou fazendo de tudo. Vou tentar fazer mais gol quando tiver oportunidade. E ajudar meus companheiros. É difícil explicar - finalizou o jogador, que custa quase R$ 1 milhão por mês ao clube.

Bota difícil nessa explicação.

1324 visitas - Fonte: Extra Globo


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