21/9/2016 13:43
Folha Salarial do Flamengo é 11 vezes maior que a do Palestino
GLOBO ESPORTE: Há um Eduardo na presidência, quatro estrangeiros sul-americanos e um patrocínio de banco também no Palestino. É tudo que o time chileno tem em comum com o Flamengo, adversário desta quarta-feira à noite (21h45, horário de Brasília) no estádio Monumental, do Colo Colo. Fundado em 1920, o clube representa mais de 350 mil palestinos que vivem no Chile – a maior colônia de palestinos fora da região do Oriente Médio. Mas engana-se quem pensa que, pelo nome e pelas referências, os costumes da religião muçulmana entram no vestiário ou pelas portas do clube localizado no bairro de La Cisterna, um dos bairros mais carentes de Santiago.
O campo do Palestino é alugado pelo clube junto à prefeitura de Santiago desde 1988. A capacidade é reduzida (máximo de 10 mil pessoas) e não há luz artificial – o que impõe horários restritos aos jogos do Palestino em casa. Mapas da região da Palestina – um estado não reconhecido como país pela Organização das Nações Unidas -, fotos em monumentos históricos e de times que construíram a fama de revelador de talentos (e também é bicampeão nacional) estão por toda a parte no estádio do tricolor chileno – as cores, claro, também representam a bandeira da Palestina.
- Não temos costumes algum ligado à religião muçulmana e por um motivo bem simples. Somos quase todos imigrantes e descendentes de imigrantes cristãos aqui no Chile. 95% são católicos. Há poucos muçulmanos no Chile – explica o presidente Eduardo Heresi.
A homenagem à Palestina está presente na camisa, com o patrocínio do Bank of Palestine e também nos números de cada jogador. O presidente explica que a ideia é representar o território histórico – onde existe o estado de Israel e a Jordânia -, “apenas um símbolo para criar vínculo, empatia, com nosso povo”.
Eleito em julho do ano passado, Heresi é empresário do comércio de importação e traz, principalmente, produtos americanos e chineses para o Chile. O seu avô e o seu pai também foram dirigentes do Palestino. O clube é bicampeão chileno (1955 e 1978) e já foi semifinalista da Libertadores em 1979. Apesar de ser tradicional e da ascensão nos últimos anos no Chile, a torcida é pequena. São esperados pouco mais de cinco mil pessoas no campo do Colo Colo esta noite.
Folha salarial de US$ 150 mil
Heresi conta que gasta pouco mais de US$ 350 mil por mês para manter o clube. Com a equipe calcula algo em torno de US$ 150 mil (R$ 540 mil). Lembra o investimento modesto para se comparar ao Flamengo e aos grandes do Chile. O Rubro-Negro carioca tem uma das maiores folhas salarias no futebol brasileiro, de cerca de R$ 7,5 milhões – quase US$ 2,3 milhões.
- É uma história de Davi e Golias. O que não quer dizer que nossos jogadores não estejam com ambição de passar pelo Flamengo. E estão preparados essa grande equipe no campo – diz o dirigente.
Heresi tem história curiosa com o Flamengo. Na verdade, com um rival do Flamengo. Seus pais visitaram o Brasil há mais de 30 anos e voltaram com uma bandeirinha de souvenir de outro time carioca.
- Meus pais trouxeram uma bandeira do Vasco que eu tenho guardado até hoje. Não sei explicar como acharam isso. Não foram a jogo nada disso – conta, antes de passar algumas informações sobre o rival desta noite. – Quem não conhece o Flamengo? Tem a maior torcida do Brasil, uma das maiores do mundo, lotam estádios por todo país.
Além de quatro argentinos, o time tem um jogador nascido na região da Palestina que fez carreira em Israel. Shadi Shaban, de 24 anos, jogou no Maccabi Haifi e veio para o Palestino pouco tempo depois do clube fechar parceria o Bank of Palestine. Tímido e avesso a entrevistas, o jogador fala pouco espanhol e preferiu não contar um pouco da sua história na véspera da partida.
- Ele veio jogar no Palestino há três meses. É um meia que joga pela direita e também joga na seleção da Palestina (reconhecida pela Fifa). Alguns chilenos foram jogar na região da Palestina e daí surgiu a ideia de trazer um jogador para atuar aqui. É uma primeira experiência para, quem sabe, abrir as portas para mais jogadores palestinos – diz o presidente do Palestino.
Sem titubear, Eduardo Heresi matou no peito e devolveu de primeira quando foi questionado sobre a possibilidade de contratar um jogador judeu para o Palestino.
- Antes do Shadi, nunca havíamos pensado em ter um jogador da Palestina conosco. Se vier um judeu e tiver de acordo em jogar no nosso time, estaríamos dispostos a recebê-lo, com as portas abertas. Seria uma iniciativa maravilhosa do futebol pela paz, pela união. Não queremos separação, conflitos, nada disso - afirma Heresi.
1275 visitas - Fonte: FlaHoje
VEJA TAMBÉM
- Flamengo busca quebrar tabu jogando na altitude na Libertadores
- Flamengo se prepara para estrear na Libertadores jogando na altitude do Peru
- FLAMENGO SONHOU COM NEYMAR?! bastidores revelam conversa e entrave milionário
Instale o app do Flamengo para Android, receba notícias e converse com outros flamenguistas no Fórum!
Mais notícias do Flamengo
Notícias de contratações do Flamengo
Notícias mais lidas
vamos se modesto
não acho isso tem time no brasileirão tipo a chapecoense que tem um time ótimo e com uma folha de pagamento .baixa veja esse guerreiro veio. nao faz muita coisa e ganha um salário alto . acho que tinha que reaver isso pra mim eu acho um disperdiço de dinheiro pagar salários altos mais jogadores nao conrresponder em campo
ÔÔÔ Vai pra cima deles mengo
por isso que nossos reservas dão conta do recado fácil
pra cima dele mengão.
primeiro comentárioooo hehe
vamos Flamengo